DESTAQUE DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil atenção a meta do resultado primário
Veja os números
(Brasília-DF, 16/11/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil atenção para destaque para o debate sobre mudança na meta de resultado primário.
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Nos Estados Unidos, os futuros operam em queda (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: -0,2%) após sessões positivas devido a dados de inflação melhores que o esperado, que indicam continuidade do processo de desinflação e reduzem o risco de alta de juros adicionais. Hoje é aguardada a divulgação dos resultados do 3° trimestre de 2023 da varejista Walmart.
Na Europa, os mercados operam em queda (Stoxx 600: -0,2%), com queda liderada pelo setor de óleo e gás, ante queda nos preços do petróleo. Na China, os índices fecharam em queda (CSI 300: -1,0%; HSI: -1,4%) em meio a resultados de empresas locais. O presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente americano, Joe Biden, se encontram nos Estados Unidos para a primeira reunião dos líderes em um ano.
Economia
Conforme publicado na última terça-feira, o índice de preços ao consumidor dos EUA subiu 0,04% em outubro, ligeiramente abaixo do consenso de mercado de 0,1%. No acumulado em 12 meses, a inflação ao consumidor cedeu de 3,7% em setembro para 3,2% em outubro. As pressões diminuíram na maioria dos grupos, com destaque ao recuo nos preços da gasolina. Por sua vez, o núcleo da inflação (exclui alimentos e energia) aumentou 0,2% em outubro, também abaixo do consenso de 0,3%. Assim, a variação acumulada em 12 meses declinou de 4,2% para 4,0%. Os mercados financeiros reagiram positivamente aos dados de inflação. Dito isso, acreditamos que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) manterá uma postura firme até que a inflação de serviços e as expectativas inflacionárias mostrem sinais mais contundentes de moderação.
Na China, por sua vez, os últimos indicadores de atividade econômica trouxeram sinais mistos. Por um lado, a produção industrial e as vendas no varejo superaram as expectativas em outubro. Por exemplo, o comércio cresceu 7,6% ante o mesmo mês de 2022, o ritmo de expansão mais forte desde maio. Como ressalva, os resultados interanuais têm sido impactados pelos feriados e a base de comparação deprimida em 2022. Já o setor de construção despencou 9,3% entre janeiro e outubro deste ano e o mesmo período do ano passado, enquanto os investimentos em ativos fixos decepcionaram ao crescerem apenas 2,9% na mesma métrica. Em resumo, os últimos indicadores de atividade sugerem que a recuperação econômica na China não tem ganhado tração no último trimestre do ano, embora o quadro geral não esteja tão fraco como alguns analistas temiam.
Na agenda econômica desta quinta-feira, destaque para a divulgação de indicadores de atividade nos EUA: produção industrial de outubro; sondagens industriais do Fed da Filadélfia e do Fed de Kansas referentes a novembro; além dos pedidos de auxílio desemprego na semana passada.
IBOVESPA +2,29% | 123.166 Pontos. CÂMBIO -0,96% | 4,86/USD
Ibovespa
Na terça-feira, o Ibovespa acompanhou os mercados americanos e fechou em forte alta de 2,3%, aos 123.167 pontos, maior nível desde agosto de 2021. O destaque do dia foram os dados de inflação ao consumidor (CPI) vindo abaixo do consenso de mercado, o que aumentou as chances de um fim mais cedo que o esperado do aperto monetário nos EUA, e fez com que a taxa de juros da Treasury de 10 anos reduzisse 19 bps, encerrando o dia em 4,44%.
Na quarta-feira, enquanto a Bolsa brasileira estava fechada devido ao feriado, o EWZ (ETF brasileiro negociado nos EUA) subiu 0,7%, ainda reagindo aos dados de inflação. Ontem, houve a publicação da inflação ao produtor (PPI), também mostrando uma desaceleração.
Como destaques positivos do pregão de terça, temos Azul (AZUL4), que subiu 8,7% após divulgar resultados não auditados do 3T23, e a Vale (VALE3) com alta de 3,1% após alta do minério de ferro.
As taxas futuras de juros fecharam em queda ao longo de toda a estrutura a termo da curva, sendo o principal catalisador a inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) nos Estados Unidos abaixo das expectativas do mercado. DI jan/25 fechou em 10,555% (-16,5bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 10,285% (-21bps); DI jan/27 em 10,441% (-18,9bps); DI jan/29 em 10,82% (-16,5bps).
No Brasil, destaque para o debate sobre mudança na meta de resultado primário. Segundo alguns veículos de imprensa, embora o governo ainda não tenha decidido sobre o tema, a tendência é que a discussão seja adiada para março, permitindo maior tempo para votação das medidas de elevação de receitas propostas pela equipe econômica.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)