31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em positivo e no Brasil atenção para a questão orçamentária

Veja os números

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Mercados globais em positivo

(Brasília-DF, 14/08/2023)  A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os marcados globais estão em alta e no Brasil atencão dobre a pauta do Orçamento 2024 que passará pela LDO que precisa ser votada logo.

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Nos Estados Unidos, os futuros negociam em alta nesta segunda-feira (S&P 500: 0,2%; Nasdaq-100: 0,3%), em semana que conta com divulgação da ata da reunião da última reunião do Fomc, assim como dados de vendas no varejo, produção industrial e do setor imobiliário. Na frente de resultados, as varejistas Home Depot, Target e Walmart reportam nesta semana. Mais de 90% das companhias do índice S&P 500 já reportaram os resultados do 2° trimestre (confira a nossa avaliação da temporada até agora no Top 5 Temas Globais.

Na China, os mercados fecharam em queda (HSI: -1,6%; CSI 300: -0,7%), à medida que a gigante do setor imobiliário chinês Country Garden amplia queda na Bolsa e atinge nova mínima ao anunciar a interrupção da negociação de títulos de dívida após não realizar um pagamento na semana passada. Além disso, a gestora de fortunas Zhongzhi atrasou um pagamento, aumentando preocupações. O mercado teme turbulência no mercado imobiliário e de crédito chinês, mas o regulador já tem tomado medidas para conter a crise.

Na Europa, os mercados sobem levemente (Stoxx 600: 0,2%) e com cautela devido às preocupações com o setor imobiliário chinês. Os setores da Bolsa europeia operam majoritariamente positivos nesta segunda, liderados por varejo. Investidores também aguardam a divulgação do PIB do 2º trimestre e dados de inflação ao longo da semana.

IBOVESPA -0,24% | 118.065 Pontos.    CÂMBIO +0,43% | 4,90/USD

Na agenda internacional, destaque para a divulgação da ata do Fomc (comitê de política monetária do Banco Central dos EUA) na quarta-feira (16), que deverá trazer mais detalhes sobre sua decisão de elevar a taxa de juros americana em 0,25 p.p. na última reunião. Hoje à noite, teremos dados de atividade relevantes da China: produção industrial, vendas no varejo e investimentos em ativos fixos.

No Brasil, as discussões sobre o Orçamento de 2024 devem dominar a pauta fiscal na semana. O governo busca novas medidas para ampliar a arrecadação e atingir a meta de resultado primário zero no próximo ano, incluindo eventuais mudanças na tributação do imposto sobre a renda. As propostas precisam ser encaminhadas até o dia 31 de agosto. Outro ponto de atenção é a aprovação do novo arcabouço fiscal, que permanece pendente e pode ser votado nesta semana. A aprovação é fundamental para balizar a construção da proposta orçamentária do próximo ano. Na agenda de indicadores, destaque para a divulgação do IBC-Br (proxy mensal do PIB) de junho.

Do lado corporativo, São Martinho (SMTO3), Natura (NTCO3), Magalu (MGLU3), Nu (NUBR33) e outras empresas reportam no início desta semana e fecham a temporada de resultados do 2º trimestre.

Mercado no Brasil na semana anterior

O Ibovespa registrou a terceira semana consecutiva de queda, acumulando perdas de 1,2% e fechando aos 118.065 pontos. Foram 9 sessões seguidas negativas em todos os pregões de agosto, que já acumula queda de 3,2%. A semana foi bastante movimentada em meio a balanços corporativos do 2º trimestre, dados relevantes de inflação no Brasil e nos EUA, ata do Copom, e dados ainda preocupantes de atividade vindos da China.

O dólar fechou a semana em alta de 0,7% em relação ao Real, em R$ 4,91/US$. Na Renda Fixa, a curva de juros apresentou movimentos distintos na semana, ganhando inclinação: enquanto os vencimentos curtos e intermediários seguiram a tendência de queda observada anteriormente, os vértices mais longos permaneceram mais próximos à estabilidade, ligeiramente acima da semana anterior. No comparativo semanal, DI Jan/24 passou de 12,47% para 12,44%; DI Jan/25 saiu de 10,483% para 10,345%; DI Jan/26 recuou de 10,083% para 9,99%; e DI Jan/27 subiu de 10,797% para 10,85%.

IPCA e anúncio do novo PAC

No Brasil, a inflação do IPCA de julho publicada na sexta-feira ,11, ficou um pouco acima do esperado, avançando 0,12% na comparação mensal, acima da nossa expectativa (0,01%) e do consenso de mercado (0,08). Porém, a alta foi concentrada em poucos itens. No geral, a inflação segue em trajetória de queda, reforçando o espaço para um longo ciclo de cortes de juros adiante.

Também na sexta-feira, o presidente Lula anunciou o novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O presidente prometeu cerca de R$ 1,7 bilhão em investimentos, tanto públicos quanto privados. A maioria dos projetos, no entanto, já estava no horizonte. Assim, o PAC não altera nossa projeção de PIB nem nossa projeção de resultados fiscais para os próximos anos.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)