31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil atenção para dados de vendas no varejo restrito e ampliado no Brasil

Veja os números

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Mercados globais em positivo

(Brasília-DF, 09/08/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil destaque para a divulgação de dados de vendas no varejo restrito e ampliado no Brasil, que devem exibir quedas devido às condições monetárias ainda restritivas no país.

 

Veja mais:

Nos Estados Unidos, os futuros negociam em alta nesta quarta-feira (S&P 500: 0,3%; Nasdaq 100: 0,3%), como um alívio da queda de terça-feira (8). Na frente de resultados de empresas, Zoetis e Lilly reportaram balanços acima do esperado, sendo Lilly consideravelmente acima das projeções. Além disso, a UPS decepcionou as expectativas. Hoje, o destaque vai para a Disney, que divulga seu balanço do 2°tri após o fechamento do mercado. Na Europa, os mercados sobem (Stoxx 600: 1,0%) após o fortalecimento do Euro e o governo italiano assegurar que nova taxação aos bancos será limitada.

IBOVESPA -0,24% | 119.090 Pontos. CÂMBIO +0,02% | 4,90/USD

Na agenda de hoje (9), destaque para a divulgação de dados de vendas no varejo restrito e ampliado no Brasil, que devem exibir quedas devido às condições monetárias ainda restritivas no país. Além disso, Grupo Soma (SOMA3), Copel (CPLE6) e Hapvida (HAPV3) divulgam seus balanços do 2º trimestre; veja o calendário completo e análises dos resultados que já saíram aqui. Nos Estados Unidos, Disney (DIS) também publica seu resultado — acompanhe aqui os resultados das empresas estrangeiras.

Na China, os mercados fecharam mistos (HSI: 0,3%; CSI 300: -0,3%) após dado de preços ao consumidor (CPI) indicar deflação de 0,3% no acumulado em 12 meses, a primeira contração anual desde 2021, e preços ao produtor (PPI) aprofundarem deflação interanual, em 4,4%. Em meio a um crescimento econômico chinês ainda vacilante, com recessão persistente no mercado imobiliário e quedas nas importações e exportações divulgadas ontem, esta contração nos preços reforça preocupações com deflação no país e aumenta a pressão sobre o banco central local para fornecer mais estímulos monetários.

Ata do Copom no Brasil

O Copom (Comitê de Política Monetária) publicou na terça-feira a ata da reunião da última semana, em que seus membros decidiram reduzir a taxa Selic em 0,50 ponto percentual, para 13,25% ao ano. O documento chamou a atenção para uma “reancoragem parcial” das expectativas de inflação, ainda com o risco fiscal no radar, e sinalizou que um ritmo mais intenso de afrouxamento dos juros não deve acontecer.  Apesar da decisão dividida nesta reunião, o comitê vê por unanimidade a necessidade de manter a política monetária em território mais restritivo e antecipa cortes de 0,50 p.p. nas próximas reuniões. Nosso cenário base é de que o Banco Central implemente mais 3 cortes de 0,50 p.p. na taxa Selic até o fim de 2023, levando-a para 11,75%. No entanto, vemos a política fiscal expansionista como um risco para um afrouxamento monetário muito mais profundo em 2024, caso o Copom pretenda cumprir a meta de inflação de 3,0%.

Mercado no Brasil ontem

Repercutindo a ata do Copom e a aversão a risco no exterior, puxada por dados fracos de exportação na China e notícias negativas no setor bancário na Itália, o Ibovespa fechou a terça-feira longe das mínimas alcançadas durante o dia , mas ainda em queda de 0,2%, aos 119.090 pontos. Com alívio nos rendimentos (yields) de longo prazo dos títulos públicos globais, as taxas futuras de juros fecharam em queda ao longo de toda a estrutura a termo da curva. DI Jan/24 recuou de 12,475% para 12,46%; DI Jan/25 caiu de 10,53% para 10,445%; DI Jan/27 regrediu de 10,11% para 9,985%; e DI Jan/29 caiu de 10,58% para 10,44%.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)