DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e semana de vários índices a serem divulgados, amanhã tem ata do Copom
Veja os números
(Brasília-DF, 07/08/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando mercados globais em alta e no Brasil teremos uma semana com calendário intenso de dados. Amanhã será divulgado a ata do Copom, o mercado quer ter mais esclarecimento e vai ser divulgado, também, IPCA, varejo e serviços.
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Nos Estados Unidos, os futuros negociam em alta nesta segunda-feira (S&P 500: 0,4%; Nasdaq-100: 0,5%), após semana de queda generalizada, em que o índice S&P 500 caiu 2,3% e o único setor que ficou positivo foi o de Energia, na esteira da alta do preço do petróleo. As taxas das Treasuries de 10 anos continuaram em alta devido às preocupações com uma possível nova escalada da inflação. No fim de semana, a Berkshire Hathaway reportou seu resultado para o segundo trimestre, em linha com as expectativas e com forte aumento de caixa. A empresa sobe 1,43% nas negociações pré-mercado.
Na Europa, os mercados caem (Stoxx 600: -0,3%) após fecharem a semana anterior em queda de 2,4%. Nesta manhã, dados de produção industrial vieram abaixo das expectativas na Alemanha e registraram nova queda, de 1,5% m/m.
Na China, os mercados fecharam com performances mistas. O índice de Hong Kong permaneceu virtualmente estável (HSI: 0,0%), enquanto o índice da China continental apresentou queda (CSI 300: -0,8%) no aguardo de dados da balança comercial e de inflação.
IBOVESPA -0,89% | 119.508 Pontos. CÂMBIO -0,49% | 4,87/USD
Na agenda internacional, o foco se volta para a inflação ao consumidor dos Estados Unidos (CPI, sigla em inglês), na quinta-feira (10). Na sexta-feira, será divulgada a inflação ao produtor (PPI) do mês passado. Na China, os destaques são as leituras da balança comercial (terça-feira) e os dados de inflação ao consumidor e ao produtor (quarta-feira), ambos referentes a julho.
No Brasil, o calendário econômico será movimentado nos próximos dias. O Banco Central publica amanhã a ata da reunião do Copom da semana passada, quando a taxa Selic foi cortada em 0,50 p.p.. O mercado espera que o documento esclareça a discussão entre os cortes de 0,50 p.p. e 0,25 p.p. (a decisão foi dividida em 5×4), e o motivo pelo qual o comitê retirou as incertezas fiscais do balanço de risco para a inflação. Em relação a dados econômicos, a inflação do IPCA de julho será publicada na terça-feira; as vendas no varejo, na quarta, e a produção do setor de serviços, na quinta. A ata e os dados serão fundamentais para os mercados ajustarem suas previsões para o ritmo futuro da flexibilização monetária.
De temporada de resultados, a semana também será movimentada por aqui: empresas como Gerdau (GGBR4), Eletrobras (ELET6), Grupo Soma (SOM3) e PetroReconcavo (RECV3) irão divulgar seus balanços do 2º trimestre nos próximos dias. Para ver mais, clique aqui. Nos mercados globais, o destaque vai para os resultados de Disney (DIS) e Alibaba (BABA). Confira todos os balanços internacionais aqui.
Mercado no Brasil na semana anterior
Em mais uma semana negativa para ativos brasileiros, o Ibovespa encerrou em queda de 0,6%, aos 119.508 pontos. Destaque para a Petrobras (PETR4) que, apesar de acumular desempenho levemente positivo (+0,8%), teve queda 3,0% nas ações na sexta-feira, após falas do presidente Jean Paul Prates a respeito da política de preços, além de resultados do 2º tri que decepcionaram os investidores. Como destaque positivo da semana, os frigoríficos subiram (BRFS3 +19,7%, MRFG3 +17,9% e JBSS3 +9,9%) em meio a expectativas mais positivas para os resultados que serão reportados nas próximas semanas. Em contrapartida, Via (VIIA3) se destaca como a maior queda (-11,8%), frente a expectativas de um resultado mais uma vez fraco, assim como o Bradesco (BBDC4), caindo 5,3% na semana, após a divulgação de resultados ruins no 2T23, com uma revisão para baixo do seu guidance para o restante do ano.
O dólar fechou a semana em alta de 3,0% em relação ao Real, em R$ 4,88/US$. Já na Renda Fixa, após pressões altistas nos vértices mais longos, os juros futuros encerraram a semana em queda ao longo de toda a estrutura a termo. Contribuíram para tais movimentos: (i) o início do ciclo de afrouxamento monetário pelo Copom – Comitê de Política Monetária; (ii) expectativas dos agentes de maior pressão inflacionária no longo prazo; e (iii) desempenho das Treasuries, os títulos do Tesouro americano. No comparativo semanal, DI jan/24 caiu de 12,621% para 12,47%; DI jan/25 recuou de 10,648% para 10,48%; DI jan/27 saiu de 10,211% para 10,07%; e DI jan/31 foi de 10,851% para 10,78%.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)