DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em negativo e no Brasil especulações o tamanho do corte dos juros, se 0,25% ou 0,50%
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(Brasília-DF, 01/08/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda futura e no Brasil todas as atenções voltadas para a reunião do Copom com especulações sobre o tamanho da queda da taxa Selic, com 0,25% ou 0,5%.
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Nos Estados Unidos, os futuros negociam em queda nessa terça-feira (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: -0,4%), à espera de dados de atividade (PMI Industrial) e mercado de trabalho (JOLTS). O mês de julho foi positivo para mercados americanos: o S&P 500 teve alta de 3,1%, enquanto o Nasdaq 100 subiu 3,8%.
Na Europa, os mercados caem (Stoxx 600: -0,7%) em perda de fôlego após altas recentes e à medida que mercados digerem resultados de empresas locais. Nesta manhã, a petroleira BP sobe 1,6% após reportar dividendos maiores, ainda que o lucro tenha vindo consideravelmente abaixo do esperado pelo mercado por conta de preços mais baixos de petróleo e gás natural. O banco HSBC sobe 1,4% após dobrar seus lucros, mas avisa que espera “tempos difíceis” adiante.
Na China, os mercados fecharam em queda (HSI: -0,3%, CSI 300: -0,4%), após o PMI industrial, índice de gerentes de compras, apontar que a economia chinesa continua desacelerando (49,2; abaixo da marca de 50 indicando contração).
Dados de atividade globais
O PMI de manufatura da de julho foi divulgado entre ontem à noite e esta manhã em diversos países, como na China, Reino Unido, e Zona do Euro. Ao todo, o setor manufatureiro continua mostrando sinais de fraqueza ao redor do mundo, especialmente nas economias desenvolvidas. O relatório de desemprego de julho para a zona do euro divulgado nesta manhã mostrou que a taxa de desemprego caiu para um nível recorde de 6,4%, podendo aumentar a pressão sobre a inflação de serviços à frente.
IBOVESPA +1,46% | 121.943 Pontos. CÂMBIO -0,02% | 4,73/USD
Na agenda internacional, o relatório JOLTS será publicado durante a manhã nos EUA – uma medida da demanda por mão de obra. Outros indicadores, como PMI de manufatura e o índice Dallas Fed de serviços, também serão publicados hoje. No Brasil, uma série de indicadores será divulgada nesta terça-feira, incluindo a produção industrial de junho, o PMI da manufatura e a balança comercial, ambos referentes a julho.
Enquanto isso, o mercado aguarda a decisão de política monetária do Comitê de Política Monetária (Copom) na tarde de quarta-feira (2), que provavelmente marcará o início do ciclo de flexibilização. Reiteramos nossas expectativas de um corte de 0,25 p.p., porém o mercado segue dividido, com muitos esperando um corte de 0,50 p.p. amanhã.
De temporada de resultados, destaque para os balanços de Iguatemi (IGTI11), Vulcabras (VULC3), Marcopolo (POMO4), e Klabin (KLBN11). Nos EUA, Uber, Merck e Pfizer reportam antes da abertura do mercado.
Mercado no Brasil ontem
O Ibovespa fechou o último pregão de julho em alta de 1,5% aos 121.943 pontos, terminando o mês com ganhos de 3,3% e acumulando alta de 11,1% no ano até agora. O mês de julho foi marcado pela expectativa de um corte na taxa Selic na reunião da quarta-feira. Setorialmente, vemos aqueles mais sensíveis à taxa de juros continuaram apresentando retornos positivos, como é o caso de Educação (+6,1%) e Construção Civil (+18,3%) — este último impulsionado por dados operacionais positivos do 2º trimestre. O setor de Varejo (-0,5%) teve uma leve queda no mês, com retornos mistos entre as empresas do setor: algumas tiveram um desempenho positivo com o fechamento de juros, enquanto outras foram pressionadas por expectativas de que resultados do 2º trimestre sejam mais fracos. Em commodities, Mineração & Siderurgia (+6,3%) reverteu parte das perdas do ano com notícias de mais estímulos vindos da China.
No câmbio, o dólar fechou o dia praticamente estável em relação ao Real, em R$ 4,73/US$, enquanto no mês a moeda brasileira se valorizou 1,3%. Já na Renda Fixa, as taxas futuras de juros fecharam em queda ao longo de toda a estrutura a termo da curva, com os agentes à espera da decisão do Copom. Ademais, o corte agressivo na taxa de juros do Chile ajudou a compor o cenário de alívio dos prêmios no mercado doméstico. DI jan/24 saiu de 12,61% para 12,585%; DI jan/25 recuou de 10,64% para 10,615%; DI jan/26 cedeu de 10,12% para 10,06%; e jan/27 passou de 10,205% para 10,13%.
Raio XP & Carteiras recomendadas
Por fim, publicamos o nosso Raio XP do mês de agosto. O argumento tático para as ações brasileiras é bem compreendido a essa altura: uma posição sólida em relação a outros emergentes, o primeiro grande banco central a iniciar um ciclo de quedas de juros, níveis de valuation atrativos, retorno do fluxo de entrada doméstico e o benefício de mais estímulos na China. Neste Raio XP, discutimos o caso estrutural para o Brasil, que é um mercado emergente cíclico, mas aqui estão sete razões de longo prazo para investir no Brasil: 1) uma superpotência de commodities, 2) abundância de recursos energéticos, 3) o Brasil está se tornando um centro de inovação, 4) a tendência do “financial deepening”, 5) uma classe média emergente, 6) baixo risco geopolítico e 7) o mercado de ações andando de lado desde 2008 – seria a hora de um novo ciclo de alta de longo prazo se iniciar?
Nas nossas carteiras recomendadas, reduzimos exposição a estatais e a exposição ao risco de Juros sobre Capital Próprio, dadas as recentes discussões sobre a reforma tributária. Também atualizamos nosso valor justo para o Ibovespa no final de 2023 para 133 mil pontos, de 130 mil projetados anteriormente, devido a taxas de juros reais de longo prazo mais baixas. Veja as mudanças nas carteiras Top 10, Small Caps, Dividendos e ESG no relatório. Clique aqui para o relatório completo.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)