31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em sinais mistos e no Brasil atenção para semana de reunião do Copom

Veja os números

Publicado em
Mercados com sinais mistos

(Brasília-DF, 31/07/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão com sinais mistos e no Brasil atenção para as atenções estarão voltadas para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, na quarta-feira.

Veja mais:

Nos Estados Unidos, os futuros negociam sem direção definida nessa segunda-feira (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: -0,1%), em mais uma semana da temporada de resultados. Na frente de balanços, Apple e Amazon serão os principais destaques dessa semana, ambos divulgados na quinta-feira (confira aqui o calendário da semana).

Na Europa, os mercados sobem levemente (Stoxx 600: 0,1%) como reflexo da alta de sexta-feira, impulsionada por dados econômicos positivos. Nesta segunda-feira, Heineken divulgou seu resultado do 2° trimestre e cai mais de 6% após indicar perspectiva negativa adiante.

Na China, os mercados fecharam em alta (HSI: 0,8%, CSI 300: 0,6%), dando continuidade à performance positiva das bolsas na semana anterior, ocasionada por novos estímulos ao mercado imobiliário e aproximação do governo de empresas de tecnologia.

IBOVESPA +0,16% | 120.187 Pontos.    CÂMBIO -0,57% | 4,73/USD

O principal evento macroeconômico desta semana é o relatório de empregos dos EUA de julho, divulgado na sexta-feira. A criação de empregos provavelmente desacelerou, mas ainda deve mostrar um mercado de trabalho superaquecido. Este é um elemento-chave para o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, ajustar sua estratégia de política monetária. Acreditamos que, com a inflação recuando e o mercado de trabalho começando a se acomodar, o Fed não aumentará mais as taxas de juros, embora provavelmente as mantenha intalteradas pelo menos até o final deste ano.

No Brasil, as atenções estarão voltadas para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, na quarta-feira. Considerando a recente melhora nas perspectivas de inflação, vemos espaço para uma política monetária menos contracionista à frente. Projetamos que o comitê corte a taxa Selic em 0,25pp, para 13,50%, inaugurando um ciclo de flexibilização que deve durar pelo menos até meados de 2024. Alguns analistas de mercado acreditam em um corte mais intenso neste início, de 0,50pp ou mesmo de 0,75pp.

Mercado no Brasil na semana anterior

A semana passada começou em tom positivo, com o Ibovespa chegando a superar os 122 mil pontos, mas os ganhos não se sustentaram e o índice fechou praticamente de lado, com leve queda de -0,02%. Os mercados foram movimentados por uma série de indicadores relevantes globais: decisões de juros pelos principais bancos centrais de mercados desenvolvidos (EUA, Europa e Japão), dados importantes de atividade e inflação globais, temporada de resultados no Brasil e nos EUA, além da elevação do rating soberano pelo agência Fitch. O dólar fechou a semana em queda de -1,05% em relação ao Real, em R$ 4,73/US$. Já na Renda Fixa, a curva de juros fechou a semana em queda por quase toda a sua extensão, principalmente nos vencimentos mais longos. No comparativo semanal, DI jan/24 saiu de 12,716% para 12,615%; DI jan/25 passou de 10,732% para 10,63%; DI jan/26 recuou de 10,174% para 10,115%; e DI jan/27 saiu de 10,222% para 10,205%.

Temporada de resultados no Brasil

Até agora, 16% das empresas do Ibovespa reportaram seus balanços do 2º trimestre. Nessa semana, temos como destaque Tim (TIMS3), Vulcabras (VULC3), PetroRio (PRIO3), Ambev (ABEV3), e Petrobras (PETR4).

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)