MERCADOS: No fechamento da semana Ibovespa fecha em alta e dólar cai para R$ 4,73
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(Brasília-DF, 28/07/2023) Neste fechamento da semana, sexta-feira, 28, o Ibovespa fechou em alta de 0,16% aos 120.187 pontos, em um dia marcado pela recuperação nas bolsas mundiais depois que novos dados de inflação dos Estados Unidos mostraram uma desaceleração dos preços no país.
O dólar perdeu força e era cotado a R$ 4,73, com queda de 0,31%, ao final do pregão na bolsa.
Com a alta do dia, o principal índice da bolsa brasileira encerrou a semana perto da estabilidade, com perda de 0,06% no período. Em julho, o Ibovespa acumula alta de 1,74%. No ano, o ganho é de 9,53% até o pregão de hoje.
Os ganhos desta sexta foram influenciados principalmente pela alta das ações da Petrobras, cujos papéis preferenciais subiram 1,26%, e também pela valorização de 1,49% do Itaú e de 1,10% do Bradesco.
O destaque negativo ficou para a Vale, que caiu 3,96% após a apresentação dos resultados financeiros do segundo trimestre na noite de quinta-feira (27). A empresa registrou queda de 78% do lucro líquido trimestral em relação ao mesmo período do ano passado, para US$ 928 milhões.
BC dos EUA volta a subir juros
O Fed (banco central dos EUA) aumentou as taxas básicas de juros em 0,25pp em sua reunião de julho, elevando o limite superior dos Fed Funds para 5,5%. No comunicado que acompanhou a decisão, o Fed manteve as portas abertas para as próximas reuniões, dizendo que “continuará avaliando informações adicionais e suas implicações para a política monetária”.
Analistas, como a XP, acreditam, contudo, que a última reunião marcou o fim do ciclo de alta de juros. Apesar de o Fed ter deixado as portas abertas, avaliamos que os dados não justificarão aumentos adicionais à frente. Houve melhora considerável na dinâmica da inflação. Em nossa visão, a política monetária parece já suficientemente restritiva.
Efetivamente, o deflator dos gastos do consumo (PCE Deflator, em inglês), indicador favorito de inflação do Fed, desacelerou de 4,6% em maio para 4,1% em junho, ainda acima da meta de inflação de 2,0%, mas em tendência clara de acomodação.
Na mesma linha, BCE sinaliza estar perto do fim do ciclo
O Banco Central Europeu (BCE) voltou a elevar suas taxas de juro em 0,25pp. A principal taxa de refinanciamento atingiu 4,25% a.a., em seu nível mais alto desde que o euro foi introduzido. Para frente, apesar de a inflação ainda estar pressionada, a presidente do BCE Christine Lagarde sinalizou que a decisão está aberta, e não necessariamente haverá novas altas de juros. O BCE acredita que a deflação global de custos, aliada às taxas de juros já elevadas, podem ser suficientes para trazer a inflação para a meta de 2,0% mais adiante.
(da redação com informações da Bloomberg Linea e XP. Edição: Genésio Araújo Jr.)