DESTAQUES DO DIA: Mercados globais com sinais mistos e no Brasil expcctativa para o IGP-M de julho
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(Brasília-DF, 28/07/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados globais estão em sinais mistos, ora em alta, ora em baixa. No Brasil, os investidores aguardam pela divulgação da taxa de desemprego do mês de junho, medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, bem como estatísticas fiscais e o IGP-M de julho.
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Nos Estados Unidos, os futuros negociam em alta nesta quinta-feira (S&P 500: 0,4%; Nasdaq 100: 0,8%), com os investidores aguardando a divulgação da inflação medida pelo deflator PCE. No que diz respeito aos balanços corporativos, a Intel divulgou seus resultados do segundo trimestre, superando largamente as expectativas e impulsionando suas ações em 6,8% no pré-mercado.
Na Europa, os mercados apresentam uma leve queda (Stoxx 600: -0,2%), após dados de atividade econômica mais fracos na Alemanha e a decisão do Banco Central Europeu (ECB) de elevar os juros em 0,25 p.p., conforme esperado pelos analistas.
Na China, os mercados fecharam em alta (HSI: 1,4%, CSI 300: 2,3%), impulsionados por novos estímulos ao mercado imobiliário e aproximação do governo de empresas de tecnologia. O Ministério do Comércio requisitou estudos das principais empresas do país, visando contribuir para a formulação de políticas públicas, o que representa um importante aceno ao setor.
No Japão, apesar da manutenção da taxa básica de juros, o mercado foi surpreendido por um afrouxamento da política de controle da curva de juros pelo banco central, resultando em taxas de juros disparando para o maior nível desde 2014. O índice de ações japonês, Nikkei, registrou uma queda de -0,4%.
Taxas de juros no mundo
Ontem, o Banco Central Europeu manteve sua trajetória de aumento das três principais taxas de juros em 0,25 ponto percentual (p.p.), em linha com as nossas expectativas. A taxa de refinanciamento atingiu 4,25% a.a., alcançando o patamar mais elevado desde a introdução do euro como moeda comum na região. Mantemos a perspectiva, que temos desde março, de que o BCE ainda precisará elevar suas três principais taxas de juros em mais 0,25 p.p. antes de encerrar seu ciclo de aperto monetário.
IBOVESPA -2,10% | 119.990 Pontos. CÂMBIO +0,66% | 4,76/USD
A semana chega ao fim com a divulgação de indicadores relevantes no Brasil e no mundo. No cenário brasileiro, os investidores aguardam pela divulgação da taxa de desemprego do mês de junho, medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, bem como estatísticas fiscais e o IGP-M de julho. No contexto internacional, destacam-se o deflator do consumo nos Estados Unidos (PCE) e a decisão de política monetária no Japão, que gerou pressão nas taxas de juros globais.
Quanto à temporada de resultados no Brasil, o foco está na Usiminas (USIM5), que divulgará seu balanço do 2º trimestre antes da abertura do mercado. Veja todos os detalhes da temporada aqui. Já nos Estados Unidos, os destaques serão os resultados da P&G e das petroleiras Chevron e ExxonMobil, que também serão divulgados antes da abertura do pregão.
Mercado no Brasil ontem
No pregão de ontem (27), o índice Ibovespa registrou uma forte queda de 2,10%, encerrando o dia com 119.989 pontos. Por outro lado, o dólar valorizou-se em 0,65%, atingindo a cotação de R$ 4,75.
Além disso, as taxas futuras de juros fecharam em alta, especialmente na ponta longa da curva, devido aos dados econômicos mais fortes do que o esperado nos EUA e às expectativas sobre a política monetária no Japão. DI jan/24 oscilou de 12,59% para 12,60%; DI jan/25 passou de 10,57% para 10,63%; DI jan/26 avançou de 10,04% para 10,115%; e DI jan/27 subiu de 10,125% para 10,21%.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)