DESTAQUES DO DIA: Mercados globais com sinais mistos e no Brasil atenção para divulgação do IPCA-15
Veja os números
(Brasília-DF, 25/07/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em sinais mistos e no Brasil atenção a divulgação do IPCA-15.
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Mercados globais
Na semana mais cheia desta temporada de resultados para os analistas, 150 empresas reportam seus balanços nos Estados Unidos. Os futuros negociam em alta (S&P 500: 0,2%; Nasdaq 100: 0,3%), na expectativa da divulgação de resultados de empresas das big techs americanas, assim como pela decisão de juros pelo Fed. Na Europa, os mercados operam mistos no aguardo da decisão de política monetária pelo Banco Central Europeu nessa semana. O índice pan-europeu apresenta leve alta (Stoxx 600: 0,1%) após ter aberto o dia em queda por conta de dados negativos de atividade econômica e risco de desaceleração da demanda global. Enquanto isso, na China, os mercados fecharam em queda (CSI 300: -0,4%, HSI: -2,1%), puxada pelo setor imobiliário após dados econômicos da região e riscos de liquidez. Nessa semana, o Politburo chinês irá se reunir e possivelmente anunciar novas medidas focadas no consumo para estimular a economia do país.
A agenda econômica desta semana traz vários eventos e indicadores importantes no cenário internacional. Destaque para a política monetária, com as decisões de juros nos Estados Unidos (quarta-feira, 26) e na zona do euro (quinta-feira, 27). É amplamente esperado que o Federal Reserve (Fed) e o Banco Central Europeu (BCE) elevem suas taxas de juros de referência em 0,25pp, e será importante acompanhar a sinalização para as próximas decisões. No campo da atividade econômica, atenções voltadas à publicação da primeira estimativa para o PIB dos EUA do 2º trimestre. Além disso, a agenda traz o índice de inflação favorito do Fed – o núcleo do deflator das despesas de consumo pessoal – referente a junho, divulgado na sexta-feira, 28. Do lado corporativo, os mercados se preparam para a semana mais importante da temporada do 2º trimestre, com grandes empresas como Microsoft, Google, Amazon, e Meta divulgando seus balanços nos próximos dias.
IBOVESPA +1,81% | 120.217 Pontos. CÂMBIO -0,48% | 4,78/USD
No Brasil, agenda econômica também é repleta de indicadores. Destaque para a publicação do IPCA-15 de julho amanhã, que deve mostrar ligeira deflação na comparação mensal. Os resultados da prévia da inflação serão acompanhados de perto pelos agentes de mercado, especialmente com o provável início do ciclo de afrouxamento monetário em agosto – prevemos redução de 0,25pp na taxa Selic. Estatísticas sobre o mercado de trabalho, mercado de crédito, contas fiscais e contas externas também serão divulgadas nos próximos dias. A temporada de balanços no Brasil também começa a ganhar força nessa semana, com destaque a Assaí, Santander, Multiplan, Vale e Usiminas reportando os resultados do 2º trimestre.
Dados de atividade econômica global
Conforme já publicado nesta manhã, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, em inglês) Composto da zona do euro recuou de 49,9 em junho para 48,9 em julho, o patamar mais baixo em oito meses. O consenso de mercado indicava ligeira queda para 49,7. O nível de 50 pontos separa crescimento de contração. De forma semelhante, o PMI Composto do Reino Unido registrou uma leitura preliminar de 50,7 em julho, abaixo dos 52,8 de junho e a queda mensal mais acentuada em 11 meses. O PMI Industrial da economia britânica recuou de 46,5 para 45,0, o menor nível desde maio de 2020.
Mercado no Brasil na semana anterior
O Ibovespa fechou a semana em forte alta de 2,1%, retornando aos patamar de 120 mil pontos. O destaque vai para o início da temporada de balanços. A WEGE3 foi uma das primeiras empresas a reportar com resultados fortes, enquanto a VALE3 também divulgou o relatório de produção positivo. Apesar disso, a visão geral para a temporada, que ganha tração nessa semana, é mais mista.
O dólar fechou a semana em queda de 0,2% em relação ao Real, em R$ 4,78/US$, perto da mínima do ano. Já na Renda Fixa, os juros futuros fecharam a semana com direções mistas, porém próximos da estabilidade em relação à última sexta-feira.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)