DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil atenção a nova estimava do crescimento em 2,5% em 2023
Veja os números
(Brasília-DF, 20/07/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moornin Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil o Mercado avalia a projeção da SPE do Ministério da Justiça com crescimento em 2,5%.
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Os índices globais amanhecem em queda hoje (20), pressionados pelos balanços corporativos mais negativos publicamos ontem à noite nos Estados Unidos. Nesta quinta-feira, após o fechamento do mercado, serão divulgados os balanços de alguns bancos regionais americanos (Key, OZK e First Financial Bank), que ganharam a atenção dos investidores depois da crise bancária no início deste ano.
Na agenda econômica, o dia será carregado de indicadores internacionais. Nos EUA, temos a publicação de uma série de dados: vendas de moradias usadas, indicadores antecedentes do Conference Board, sondagem industrial do Fed da Filadélfia, e os pedidos de auxílio desemprego semanais. Na zona do euro, a agenda traz a leitura preliminar da confiança do consumidor relativa a julho.
Mercados globais
Nos Estados Unidos, os futuros negociam em queda (S&P 500: -0,1%; Nasdaq-100: -0,7%) após resultados mais negativos de Goldman Sachs, Netflix e Tesla divulgados ontem. Hoje pela manhã, a gigante taiwanesa de chips TSMC reportou a primeira queda de lucros em quatro anos, e a farmacêutica Johnson & Johnson, parte da nossa carteira Top 10 Ações Internacionais (BDRs), superou as estimativas de lucro nos resultados divulgados nesta manhã.
Já na Europa, os mercados sobem (Stoxx 600: +0,3%) após melhora em dados econômicos nos últimos dias e repercutindo o início da temporada de balanços das companhias europeias. Na China, os mercados fecharam em queda: o CSI 300 apresentou queda de 0,7% e o Hang Seng caiu 0,1%, após o banco central chinês manter inalteradas as taxas de juros, em linha com as expectativas. Após o fechamento dos mercados, o governo chinês anunciou novos estímulos ao setor imobiliário.
IBOVESPA -0.25% | 117.552 Pontos. CÂMBIO -0,46% | 4,78/USD
Mercado no Brasil ontem
Na quarta-feira (19), o Ibovespa fechou o pregão em queda de 0,2% aos 117.552 pontos. O movimento foi na contramão dos mercados globais, puxado pelo setor de commodities, que continua repercutindo uma retomada mais fraca do que esperado da China, enquanto papeis domésticos também caíram após uma alta nas taxas futuras de juros.
Na Renda Fixa, os agentes financeiros, por ora, não parecem ver muito espaço para novas quedas depois de duas sessões em baixa. Enquanto isso, no mercado externo, sinais mais firmes de desinflação na Europa trouxeram alívio à perspectiva sobre o aperto monetário dos bancos centrais. DI jan/24 oscilou de 12,755% para 12,77%; DI jan/25 passou de 10,725% para 10,80%; DI jan/26 subiu de 10,13% para 10,195%; e DI jan/27 avançou de 10,145% para 10,22%.
Novas projeções macroeconômicas do Ministério da Fazenda
No Brasil, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda divulgou, ontem, novas projeções para as principais variáveis macroeconômicas. Entre os destaques, a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023 subiu de 1,9% para 2,5%. Já a previsão para o PIB de 2024 continuou em 2,3%. Além disso, a área econômica do governo reduziu as projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): de 5,6% para 4,85% neste ano, e de 3,6% para 3,3% no ano que vem. Comparando com o cenário-base do time Macro da XP, projetamos um crescimento econômico de 2,2% em 2023 e 1,0% em 2024, enquanto a inflação ao consumidor é projetada em 4,7% e 4,1%, respectivamente.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)