DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil reflexão depois de uma baixa
Veja os números
(Brasília-DF, 19/07/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da Xp investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil depois de um dia de baixa nas bolsas atenção para o que mais virá.
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IBOVESPA -0.32% | 117.841 Pontos. CÂMBIO 0,00% | 4,81/USD
Na Europa, os mercados sobem (Stoxx 600: 0,3%) após surpresa positiva na inflação do Reino Unido, que reduziu as chances de altas de juros e provocou rali entre as construtoras. Enquanto isso, na China, os mercados fecharam em queda: o CSI 300 declinou -0,1% e o Hang Seng apresentou queda de -0,3%, refletindo dados fracos de confiança do consumidor, que retardam a recuperação da economia.
Nos Estados Unidos, os futuros negociam de lado (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: 0,1%) no aguardo dos resultados das empresas que divulgam seus balanços nessa quarta-feira: Goldman Sachs e alguns bancos regionais (Citizens, M&T e US Bancorp) reportam antes da abertura do mercado, enquanto Tesla e Netflix reportam após o fechamento. A ASML, uma das maiores empresas de equipamentos de semicondutores do mundo, teve resultado positivo nessa manhã e sinalizou melhora nas perspectivas da companhia em 2023. Ontem, os resultados de balanços de bancos indicaram resiliência do consumidor americano.
Hoje o destaque será a decisão de política monetária na China. O banco central chinês (PBoC) deve manter as taxas de 1 ano e 5 anos inalteradas, mas a desaceleração da atividade econômica pode pressionar alguns estímulos governamentais que vêm sendo feitos no país. No Brasil, Weg (WEGE3) divulgou antes do pregão os seus resultados do 2º trimestre, enquanto Vale (VALE3) publicou ontem seu relatório de produção e vendas do período.
CPI no Reino Unido e Zona do Euro
O CPI (índice de preços ao consumidor, na sigla em inglês) do Reino Unido caiu mais do que o esperado e foi o mais baixo em mais de um ano, atingindo 7,9% em junho. A expectativa era de uma desaceleração menor, para 8,2% ante 8,7% em maio. O núcleo da inflação — que exclui os preços de alimentos, energia, álcool e tabaco, usado pelo banco central do Reino Unido (BoE) para medir as pressões de preços subjacentes — também caiu, chegando a 6,9% em comparação com o recorde de três décadas de 7,1% em maio, abaixo das expectativas de 7,1%. Os preços da gasolina e do diesel, que caíram 23% em relação ao ano anterior, foram os principais responsáveis pela queda inflação. Repercutindo os números, a libra esterlina enfraqueceu e os investidores reduziram suas apostas em aumentos futuros nas taxas de juros pelo BoE, já que o crescimento da inflação dos preços ao consumidor atingiu o nível mais baixo desde março de 2022.
Na Zona do Euro, o CPI atingiu 5,5% em junho, abaixo dos 6,1% de maio. O núcleo do índice (excluindo energia, alimentos, álcool e tabaco) foi finalizado em 5,5%, acima dos 5,3% de maio. O Banco Central Europeu (BCE) tem acompanhado de perto o comportamento do núcleo do CPI para definir novas altas de juros. A expectativa é de que o BCE volte a elevar os juros na próxima reunião, no dia 27 de julho.
Temporada de resultados
A Vale (VALE3) divulgou ontem após o pregão seu relatório de produção e vendas do 2º trimestre, que mostrou melhores volumes e qualidade do minério de ferro, além de preços realizados acima do esperado —sustentando um desempenho operacional positivo no período. Leia mais da análise do nosso time aqui). Hoje, Weg (WEGE3) reportou seus resultados antes da abertura do mercado.
A temporada de balanços de empresas brasileiras ganha tração na próxima semana — veja as datas de divulgação no nosso calendário de resultados.
Mercado no Brasil ontem
O Ibovespa fechou a terça-fera (18) em queda de 0,3% aos 117.841 pontos, após oscilar durante o dia. Pesaram os desempenhos negativos de bancos, Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3). As taxas futuras de juros fecharam em queda, seguindo o comportamento dos rendimentos (yields) no mercado externo. O movimento baixista se deve às declarações mais cautelosas sobre a continuidade da alta dos juros dadas por membros do Banco Central Europeu (BCE). DI jan/24 oscilou de 12,79% para 12,76%; DI jan/25 recuou de 12,79% para 12,735%; DI jan/26 caiu de 10,225% para 10,14%; e DI jan/27 passou de 10,245% para 10,155%.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)