DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em sinais mistos e no Brasil repercute ao longo do dia, ainda, a queda do IBC-Br em maio
Veja os números
(Brasília-DF, 18/07/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando os mercados globais estão em sinais mistos enquanto no Brasil, Mercado ficou atento a queda do IBC-Br de maio.
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Nos Estados Unidos, os futuros negociam de lado (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: -0,1%), no aguardo dos resultados dos bancos que divulgam seus balanços nessa terça-feira: Bank of America, Morgan Stanley e Charles Schwab reportam antes da abertura do mercado. Nos últimos dias, a narrativa de um “soft landing” da economia americana tem sido dominante, considerando a expectativa de surpresas positivas numa temporada de balanços que se antecipava como a pior do ciclo.
Na Europa, os mercados sobem após um dirigente do Banco Central Europeu declarar que o fim do ciclo de juros está próximo (Stoxx 600: 0,3%), provocando alta nas ações e rali de títulos. Na China, os mercados fecharam em queda: o CSI 300 declinou 0,3% após a divulgação em atraso do balanço da Evergrande, que contaminou o desempenho das incorporadoras do país após resultado muito negativo, enquanto o Hang Seng apresentou queda de 2,1%, refletindo o evento relacionado às incorporadoras e dados de PIB divulgados ontem, uma vez que não houve negociação na segunda-feira.
Inflação nos EUA
A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, disse na segunda-feira que acredita que o país está fazendo um bom progresso na redução da inflação e que não espera que a economia dos EUA entre em recessão. O mercado segue de olho nas publicações de dados de atividade para avaliar o desempenho da economia americana e que podem influenciar as próximas decisões de política monetária.
IBOVESPA +0.43% | 118.219 Pontos. CÂMBIO +0,27% | 4,81/USD
Os mercados globais negociam de lado no aguardo de mais divulgações de balanços de grandes bancos americanos. Na agenda econômica, destacamos alguns indicadores de atividade nos Estados Unidos a serem publicados esta manhã, incluindo produção industrial, produção manufatureira e vendas no varejo. Além disso, teremos os discursos de membros do Federal Reserve.
Mercado no Brasil ontem
O Ibovespa fechou o primeiro pregão da semana com alta de 0,4%, aos 118.219 pontos. O alta da Bolsa foi puxada pelo desempenho positivo de bancos, com Santander (SANB11) subindo 2,1%, Itaú (ITUB4), 1,9%, e Bradesco (BBDC4), 1,6%. Na outra ponta, papéis ligados a commodities, principalmente a Vale (VALE3), tiveram queda, refletindo a divulgação do PIB da China, que desapontou.
Enquanto isso, o dólar subiu 0,25%, cotado a R$ 4,81. Na Renda Fixa, as taxas futuras de juros fecharam em queda, após a alta expressiva registrada na semana passada. O pregão foi marcado, especialmente, pelos dados do IBC-Br abaixo das estimativas de consenso. Houve também um ajuste de posições depois da abertura da curva na última semana. DI jan/2024 recuou de 12,84% para 12,795%; DI jan/25 caiu de 10,89% para 10,79%; DI jan/26 passou de 10,30% para 10,21%; e DI jan/ 27 regrediu de 10,305% para 10,24%.
IBC-Br
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) – uma proxy mensal para o PIB do Brasil – despencou 2,0% em maio ante abril, resultado muito abaixo das expectativas, na qual a XP e o consenso de mercado apontavam para queda de 0,1%. Já na comparação anual, o indicador subiu 2,1%, também aquém das expectativas da XP (4,1%) e do mercado (4,0%). Olhando para as estimativas da XP, elas apontam para um ganho de 0,3% no PIB do 2º trimestre em relação ao trimestre anterior, ou alta de 2,6% em termos interanuais. Dessa forma, mantemos a projeção de que o PIB brasileiro crescerá 2,2% em 2023.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)