DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em sinais mistos e no Brasil atenção para a possível alíquota do IVA
Veja os números
(Brasília-DF, 17/07/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em sinais mistos. No Brasil, atenção para estimativas sobre com vai ficar a alíquota do IVA, mercado preocupado com alíquota do futuro IVA.
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Nos Estados Unidos, os futuros negociam de lado (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: 0,0%) com juros na mira (o FOMC se reúne na próxima semana) e no aguardo da divulgação de resultados de bancos. JPMorgan, Wells Fargo, e Citigroup superaram as estimativas tanto de lucro quanto de receita em seus resultados divulgados na sexta-feira. Nessa segunda-feira, alguns bancos americanos regionais irão reportar seus resultados. Confira a agenda dessa semana e mais detalhes sobre os resultados já divulgados em Início da temporada de resultados, inflação, China e Microsoft | Top 5 temas globais da semana.
Na Europa, os mercados caem devido a divulgação do PIB do segundo trimestre mais fraco na China, que afeta principalmente empresas de luxo (Stoxx 600: -0,6%). Enquanto isso, na China, os mercados fecharam mistos: o Hang Seng apresentou ganho de +0,3%, puxado pelas ações de empresas de tecnologia, enquanto o CSI 300 teve queda de -0,8% após a divulgação do PIB do segundo trimestre mais fraco que o esperado, mesmo que a produção industrial tenha surpreendido positivamente em junho.
Dados da China
O PIB da China cresceu 0,8% no segundo trimestre em relação ao trimestre anterior, em linha com as expectativas, mas bem abaixo dos 2,2% do primeiro trimestre. Na comparação anual, o PIB cresceu 6,3%, abaixo do esperado (7,1%). Se o crescimento do PIB continuar no ritmo atual, ele ficará abaixo da meta do governo de 5% para o ano. Os indicadores econômicos mensais de junho, no entanto, foram mistos, mostrando que a economia pode não estar desacelerando tão forte quanto mostraram os números de abril e maio. As autoridades chinesas vão monitorar de perto os próximos dados e provavelmente fornecerão novos estímulos à economia se a desaceleração voltar a se acentuar.
IBOVESPA -1.30% | 117.711 Pontos. CÂMBIO +0,06% | 4,79/USD
As bolsas globais repercutem a publicação de dados de atividade da China, que registrou um crescimento do 2º trimestre mais fraco do que o anterior. Além disso, a temporada de balanços ocupa o centro das atenções esta semana, com os investidores se preparando para uma série resultados, incluindo alguns dos maiores bancos dos EUA e outras empresas do setor de tecnologia.
Mercado no Brasil na semana anterior
O Ibovespa encerrou a semana em queda de 1,0%, aos 117.711 pontos. Por aqui, o dado de IPCA acima do esperado removeu apostas de um corte mais forte da taxa Selic na reunião do Copom em agosto. A inflação brasileira recuou 0,08% em junho, um pouco acima das expectativas do mercado. Apesar do processo de desinflação em curso, a inflação do setor de serviços continua acima da meta e reforça o cenário de corte de juros gradual à frente. O movimento do Ibovespa foi na contramão dos mercados globais que foram puxados por leituras mais positivas da inflação americana, com a inflação ao consumidor e produtor dos EUA continuando a mostrar tendência de queda, reduzindo expectativas de uma alta de juros pelo Federal Reserve em setembro.
Enquanto isso, o dólar seguiu em tendência de queda também ao longo da semana, caindo -1,7%, cotado a R$ 4,79. Na Renda Fixa, os juros futuros se descolaram do exterior e encerraram a semana em alta por toda a extensão da curva, após as quedas sequenciais vistas nos últimos meses. O principal fator que colaborou para este movimento foi a realização de lucros por parte dos investidores. Jan/24 oscilou de 12,825% para 12,86%; Jan/25 passou de 10,835% para 10,92%; Jan/26 subiu de 10,205% para 10,34%; e Jan/27 saltou de 10,20% para 10,36%.
Reforma tributária
No Brasil, o Instituto de Pesquisas Econômicas do Governo (IPEA) estima que a alíquota do novo IVA criado pela proposta de reforma tributária deve chegar a 28%, tornando-se uma das mais altas alíquotas do mundo. As estimativas iniciais apontavam para 25%, mas a Câmara abriu exceções para setores e regiões que exigirão uma alíquota maior para manter a mesma carga tributária observada hoje. A reforma tributária foi aprovada na Câmara dos Deputados e será votada no Senado no segundo semestre.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)