31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil mercados só avaliam o juro e o juro futuro

Veja os números

Publicado em
Mercados em negativo

(Brasília-DF, 04/05/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil avaliação sobre a manutenção dos juros.

 

Veja mais:

Mercados amanhecem em queda. Os futuros americanos S&P 500 e Nasdaq caem -0,1% com a taxa de juros em nível mais alto desde agosto de 2007. Além disso, as preocupações dos investidores em relação aos bancos permanecem, apesar das medidas regulatórias para conter a crise bancária. Notícias de que o PacWest (ticker: PACW) pode ser vendido causou uma queda de 52,5% em suas ações no after hours em NY, o que a transformaria na quarta vítima da crise dos bancos regionais nos Estados Unidos.

Na Europa, os mercados também operam em baixa, aguardando a decisão do Banco Central Europeu sobre a taxa de juros da União Europeia.

Já na Ásia, as bolsas de Hong Kong e Xangai fecharam em alta impulsionadas pelo setor financeiro e estatais na volta do feriado da China. No entanto, a volta do feriado revelou uma contração inesperada do setor manufatureiro em abril no PMI Caixin, caindo para 49,5 pontos (de 50,3 em março). Adicionalmente, a Alibaba (ticker: BABA) anunciou que está considerando uma oferta pública inicial (IPO) de sua unidade de e-commerce global nos Estados Unidos, para impulsionar o crescimento de seus negócios que incluem as principais marcas Lazada e AliExpress, e competir com a Amazon fora da China.

Juros nos EUA

O Fed elevou ontem sua taxa básica de juros em 0,25 p.p., para o intervalo entre 5,00% e 5,25%, em linha com as expectativas. No comunicado pós-reunião, o Comitê deixou as “portas abertas” para as próximas decisões. Na coletiva de imprensa que sucedeu o anúncio, o Presidente do Fed, Jerome Powell, reforçou que cortar a taxa de juros este ano não seria apropriado caso a previsão de inflação da autoridade monetária esteja correta. Olhando adiante, os mercados precificam que o Fed cortará juros em cerca de 0,75 p.p. até o final de 2023. O cenário projetado pelo nosso time de Economia, entretanto, prevê o início do ciclo de flexibilização monetária apenas no 1º trimestre de 2024, quando deve intensificar o enfraquecimento da atividade local e a redução consistente da inflação.

 

IBOVESPA -0,13% | 101.797 Pontos.  CÂMBIO -1,07% | 4,99/USD

Mercados amanhecem em queda repercutindo as decisões de juros anunciadas ontem pelo Federal Reserve e pelo Banco Central do Brasil. Nos EUA, o Fed anunciou o aumento da taxa de juros americana em 0,25 p.p. e, no Brasil, a taxa de juros foi mantida em 13,75% pela sexta vez consecutiva. Na agenda de hoje, o mercado aguarda a decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE) com a expectativa de que o aumento anunciado deverá ser de 0,25 p.p.. Também teremos importantes divulgações da temporada de resultados do 1º trimestre de 2023. Nos EUA, os destaques são Apple, Shopify e Monster Beverage, enquanto no Brasil, teremos os números de Grupo Soma (SOMA3), Assaí (ASAI3), Rumo (RAIL3), Bradesco (BBDC3), Eletrobras (ELET3).

Juros no Brasil

No Brasil, o Copom manteve a taxa Selic em 13,75% pela sexta reunião consecutiva, conforme amplamente esperado. O comunicado pós-decisão reforçou a necessidade de “paciência e serenidade na condução da política monetária” para a convergência da inflação à meta. Sobre a economia global, o Copom salientou o cenário desafiador, devido às turbulências recentes no sistema bancário, porém com “contágio limitado das condições financeiras até o momento”. O Copom considera que a atividade econômica local desacelera dentro do esperado, com maior resiliência do mercado de trabalho. O comunicado repetiu que “não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado”, embora tenha acrescentado que este é “um cenário menos provável”. Segundo o time de economia da XP, o Copom iniciará um ciclo de flexibilização monetária gradual no segundo semestre e a previsão é um corte de 0,25 p.p. na reunião de agosto, seguido de sucessivos cortes de 0,50 p.p. até a taxa básica atingir 12,00% no final de 2023 e 11,00% no primeiro semestre de 2024.

Brasil

O Ibovespa fechou o dia de ontem em leve queda de -0,13%, aos 101.797 pontos. O dólar, por sua vez, fechou o dia em R$4,99 após queda de -1,1%. As taxas futuras de juros fecharam em queda após a sinalização de que o Fed pode ter interrompido o ciclo de aperto monetário abriu espaço para um recuo moderado nos rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro americano (Treasuries). DI jan/24 recuou de 13,255% para 13,23%; DI jan/25 caiu de 11,98% para 11,86%; DI jan/26 cedeu de 11,71% para 11,535%; e DI jan/27 passou de 11,79% para 11,60%.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)