31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em leve alta e no Brasil expectativa da reunião do Copom, mas são grandes novidades

Veja os números

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Mercados globais em leve alta

(Brasília-DF, 03/05/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call “da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em leve alta e no Brasil,, se espera que a taxa Selic seja mantida no atual patamar de 13,75% ao ano, com poucas mudanças no comunicado pós-reunião.

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Mercados amanhecem em leve alta (EUA +0,1% e Europa +0,5%), tentando se recuperar das perdas de ontem. Investidores buscam sinalizações sobre os próximos passos do Fed e sobre a situação dos bancos regionais americanos, após as preocupações com o setor escalarem novamente. Após a intervenção seguida de aquisição orquestrada pelo FDIC no First Republic Bank na segunda-feira (1), fortes ondas de venda abalaram o setor e o mercado questiona desde a lucratividade até a solvência de alguns bancos. O ETF de bancos regionais (KRE) fechou o dia em queda de -6,3%. O temor de contágio para outros bancos de médio porte nos Estados Unidos elevou a demanda por títulos do Tesouro americano (Treasuries), cujos rendimentos (yields) fecharam o dia em recuo expressivo.

Apesar de uma série de incertezas macroeconômicasa e políticas nesse 1º trimestre, os mercados globais tiveram desempenhos sólidos no período. De olho no próximo trimestre, atualizamos as nossas Perspectivas de Alocação Global: P.S. I Love You: Rebaixando EUA para negativo, mas ainda construtivos no longo prazo, em que seguimos com uma visão de cautela dados o nível de preços desfavorável das ações americanas e os riscos que vemos adiante.

Seguindo a temporada de resultados do 1º trimestre de 2023, os destaques de hoje são Qualcomm, CVS, Estée Lauder e Kraft Heinz.

IBOVESPA -2,40% | 101.927 Pontos.  CÂMBIO +1,12% | 5,04/USD

Nesta Super Quarta, os destaques são as decisões de taxa de juros nos Estados Unidos e no Brasil. Esperamos que o banco central norte-americano suba a taxa em 0,25 p.p., enquanto o Copom deve manter a Selic em 13,75%.

Decisões de juros

Nos Estados Unidos, espera-se que o Federal Reserve (Fed) eleve as taxas de juros em 0,25 p.p. em segunda alta consecutiva depois da crise bancária deflagrada em março. A expectativa é que o aperto monetário seja pausado após a elevação dos juros ao intervalo de 5% a 5,25% para que o Fed avalie os impactos da política mais restritiva na economia.

No Brasil, esperamos que a taxa Selic seja mantida no atual patamar de 13,75% ao ano, com poucas mudanças no comunicado pós-reunião. Acreditamos que o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) iniciará um ciclo de flexibilização gradual no segundo semestre, possivelmente a partir da reunião de agosto. Leia mais sobre as expectativas do nosso time de Economia para a política monetária brasileira no Esquenta do Copom.

Mercado local ontem

O Ibovespa fechou a terça (2) em queda de -2,4%, aos 101.927 pontos, e o dólar voltou a superar os R$ 5 com alta de +1,19%. À espera da decisão da taxa Selic e com dados internacionais mostrando a persistência da inflação mais alta globalmente, a Bolsa também foi puxada pelas quedas de mais de 5% nos preços de petróleo.

As taxas futuras de juros fecharam em ligeira queda, refletindo a aversão a ativos de risco no exterior na esteira da quebra do First Republic Bank. DI jan/24 recuou de 13,295% para 13,27%; DI jan/25 caiu de 12,06% para 11,985; DI jan/26 passou de 11,76% para 11,715%; e DI jan/27 cedeu de 11,81% para 11,805%.

Petróleo

O petróleo WTI caiu para abaixo de US$ 70 por barril, e o Brent para pouco mais de US$ 75 com a perspectiva de uma possível recessão nos EUA fortalecendo a aversão a risco nos mercados. Mesmo após o corte na oferta pela Opep a fim de controlar os preços da commodity, uma diminuição na demanda devido à desaceleração econômica ainda preocupa.

 

( da redação com informações de asssessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)