31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em negativo e no Brasil expectativa para abertura do mercado após o fim do feriado

Veja os números

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Mercados globais em negativo

(Brasília-DF, 02/05/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em negativo e no Brasil atenção para reabertura do mercado após o feriado.

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Mercados internacionais amanhecem negativos (EUA -0,17% e Europa -0,28%) de olho no setor bancário e após um aumento inesperado dos juros na Austrália, fortalecendo expectativas de que tanto o Federal Reserve quanto o Banco Central Europeu ainda devem apertar mais a política monetária.

Mesmo pressionada por dados de manufatura da China, com queda para 49,2 em abril ante 51,9 em março e abaixo da expectativa de mercado, a bolsa de Hong Kong fechou positiva (+0,20%), após HSBC reportar resultados melhores que o esperado nessa terça. O banco é o maior dos três emissores de moeda autorizados na região.

Uber e Pfizer divulgam seus resultados no primeiro trimestre de 2023 antes da abertura de mercado, enquanto AMD e Ford também divulgam hoje após o fechamento.

First Republic Bank

O JPMorgan assumiu o First Republic Bank (FRB), marcando a terceira falência de um banco dos EUA desde março e a maior desde 2008. A aquisição ocorreu depois que o FRB informou que perdeu mais depósitos do que o esperado no primeiro trimestre de 2023, e os reguladores tomaram posse do banco. O JPMorgan adquiriu todos os depósitos do FRB, um total de US$ 93,5 bilhões, e a maior parte de seus ativos.

IBOVESPA +1,47% | 104.432 Pontos.  CÂMBIO +0,14% | 4,99/USD

Bolsas globais amanhecem negativas em semana importante para a política monetária mundial, com decisões sobre taxas de juros no Brasil e Estados Unidos na quarta-feira (3) e Zona do Euro na quinta. A equipe de Economia da XP espera que o Banco Central do Brasil mantenha a taxa Selic estável em 13,25%. Para a decisão do Federal reserve, a expectativa é que o banco central americano aumente os juros de referência (Fed Funds) em 0,25 p.p. pela última vez no atual ciclo – para 5,25% – e o Banco Central Europeu aumente suas três principais taxas de juros em 0,25 p.p., embora sinalizando que aumentos adicionais serão necessários para conter a persistência da inflação elevada.

Resumo da semana anterior

A semana passada foi marcada por importantes dados de inflação. No Brasil, o IPCA-15 avançou 0,57% na comparação mensal, levemente abaixo da expectativa. Em relação à variação acumulada em 12 meses, a inflação recuou de 5,36% em março para 4,16% em abril, a menor leitura desde outubro de 2020. Nosso time de Economia mantém as previsões de alta de 6,2% para o IPCA de 2023 e 5,0% para o IPCA de 2024. Já nos EUA, o PCE – a medida de inflação preferida do Fed – continuou a mostrar resiliência, reforçado por um mercado de trabalho ainda aquecido.

As taxas futuras de juros fecharam a última semana de abril em alta nos vértices curtos, enquanto houve fechamento da curva no longo prazo. DI jan/24 subiu de 13,23% para 13,295%; DI jan/25 avançou de 11,895% para 12,07%; DI jan/26 escalou de 11,605% para 11,76; e DI jan/27 saltou de 11,67% para 11,81%.

Resumo da Semana

Em semana marcada por dados de inflação relevantes, o Ibovespa encerrou em alta de +0,1% aos 104.432 pontos. No mês de abril o índice teve alta de 2,5%. Como destaques positivos da semana, tivemos 3R (RRRP3), que subiu mais de 15% após seu resultado do 1T23 surpreender o mercado. Na ponta negativa, Assaí (ASAI3) caiu mais de 5% na semana, com papéis do setor de consumo sofrendo após a queda na confiança do consumidor afetar papéis ligados ao consumo.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr. )