DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em negativo e no Brasil atenção para divulgação dos dados de serviço de dezembro
Veja os números
(Brasília-DF, 10/02/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em negativo e no Brasil atenção para divulgação dos dados de serviço do mês de dezembro.
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Bolsas internacionais amanhecem negativas (EUA -0,5% e Europa -1,1%) à medida que investidores apostam em uma política monetária mais agressiva por parte do Federal Reserve. Durante a semana, Powell e outros membros do banco central americano enfatizaram a necessidade de novos aumentos na taxa de juros, o que resultou em um salto nos rendimentos dos títulos de 2 anos para 4,51% e pressionou o mercado acionário. Na Europa, o destaque ficou por conta dos dados do PIB do Reino Unido, que registrou um crescimento de 0% vs. o trimestre anterior e escapou de uma recessão técnica. Na China, o índice de Hang Seng (-2,0%) encerra em baixa, impactado negativamente pelas expectativas de novas sanções dos EUA sobre as empresas de tecnologia chinesas após “balão espião”.
Mercados amanhecem negativos, com investidores avaliando as perspectivas econômicas e o potenciais aumentos de juros pelo Federal Reserve (Fed). Na agenda internacional de hoje, destaque para discurso de membros do Fed e a divulgação, pela Universidade de Michigan, dos dados de confiança do consumidor de fevereiro.
Inflação na China
O Índice de Preços ao Produtor (PPI) da China recuou 0,8% em janeiro de 2023 ante o mesmo mês de 2022, surpreendendo positivamente o consenso de mercado. Na comparação com dezembro, o índice apresentou declínio de 0,4%. O arrefecimento nos preços de insumos, incluindo produtos químicos, petróleo bruto e carvão, contribuiu significativamente para o recuo mais expressivo do que o previsto. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) da China subiu 2,1% em janeiro deste ano comparado a janeiro do ano passado, superando o avanço anual de 1,8% registrado em dezembro, porém ligeiramente abaixo da estimativa de mercado. Tal elevação foi puxada, em grande medida, pelo aumento sazonal nos gastos das famílias durante o festival do Ano Novo Lunar. A medida de núcleo da inflação, que exclui os preços de alimentos e energia, avançou 1,2% em janeiro após aumento de 0,7% em dezembro. O mercado espera uma elevação do custo de vida na China nos próximos meses, após o fim da política de tolerância zero à Covid. Ainda assim, a inflação ao consumidor deve ficar ao redor de 3% este ano (ou seja, muito abaixo das taxas observadas nas principais economias ocidentais).
IBOVESPA -1,77% | 108.008 Pontos. CÂMBIO +1,50% | 5,27/USD
No Brasil, o destaque vai para a divulgação dos dados de serviço de dezembro.
Brasil
O Ibovespa fechou em queda de -1,77%, a 108.008 pontos. O principal índice da Bolsa brasileira foi impactado por um movimento de forte aversão à risco no mercado, com os rumores cada vez maiores de que o Conselho Monetário Nacional (CMN) poderá elevar a meta de inflação. O dólar comercial teve alta de 1,5%, a R$ 5,27. As taxas futuras de juros fecharam mistas. Enquanto vértices curtos encerraram o dia em queda, diante da divulgação de um IPCA abaixo das estimativas e da possibilidade de a mudança nas metas de inflação abrir espaço para um corte de juros precoce, a ponta longa fechou em alta forte, em meio às críticas do governo ao BC e ao ajuste dos investidores à perspectiva de uma inflação. DI jan/24 caiu de 13,555% para 13,44%; DI jan/25 oscilou de 12,83% para 12,895%; DI jan/26 subiu de 12,825% para 12,99% e DI jan/27 saltou de 12,925% para 13,14%.
Mundo
Bolsas internacionais amanhecem negativas (EUA -0,5% e Europa -1,1%) à medida que investidores apostam em uma política monetária mais agressiva por parte do Federal Reserve. Durante a semana, Powell e outros membros do banco central americano enfatizaram a necessidade de novos aumentos na taxa de juros, o que resultou em um salto nos rendimentos dos títulos de 2 anos para 4,51% e pressionou o mercado acionário. Na Europa, o destaque ficou por conta dos dados do PIB do Reino Unido, que registrou um crescimento de 0% vs. o trimestre anterior e escapou de uma recessão técnica. Na China, o índice de Hang Seng (-2,0%) encerra em baixa, impactado negativamente pelas expectativas de novas sanções dos EUA sobre as empresas de tecnologia chinesas após “balão espião”.
IPCA
O IPCA registrou alta de 0,53% em janeiro ante dezembro, abaixo do consenso de mercado. A surpresa baixista concentrou-se nos preços de higiene pessoal, revertendo a alta acentuada vista no final do ano passado. Com isso, a inflação ao consumidor atingiu 5,77% no acumulado em 12 meses até janeiro. Em linhas gerais, os resultados do IPCA relativos ao mês passado reforçam a visão de desinflação em curso na economia brasileira, ainda que de forma gradual. O time de economia da XP projeta uma inflação de 5,7% em 2023.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)