DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em sinais mistos e no Brasil avaliação da íntegra Ata do Copom e os movimentos do Planalto
Veja os números
(Brasília-DF, 08/02/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em sinais mistos e no Brasil mercado analisa íntegra da Ata do Copom e falas do presidente Lula.
Veja mais:
Bolsas internacionais amanhecem mistas (EUA -0,3% e Europa +0,8%) enquanto investidores digerem o pronunciamento de Jerome Powell e aguardam as divulgações de novos resultados.
Com agenda praticamente vazia de indicadores, destaca-se a participação de seis autoridades do Fed em eventos ao longo do dia, bem como na temporada de resultados dos EUA, que seguirá hoje com Disney, Under Armour e Uber.
Discurso de Powell
Ontem, o discurso do presidente do Federal Reserve, banco central americano, Jerome Powell, foi lido como dovish pelo mercado, ou seja, menos contracionista que o esperado, por não incorporar mudança significativa de tom após a divulgação do forte Payroll, os dados do mercado de trabalho americano.
Além disso, reconheceu que o processo de desinflação já começou e o apetite por risco do mercado voltou novamente, mesmo que a autoridade tenha afirmado que novas altas de juros ainda podem ser necessárias.
China
Na China, o índice de Hang Seng (-0,1%) encerra sem movimentos expressivos, à medida que empresas de 9 dos 11 setores da bolsa de Hong Kong já sinalizaram projeções negativas para seus lucros nesta temporada de balanços. Os avisos levantaram questões sobre a intensidade e velocidade da recuperação econômica chinesa no início deste ano.
IBOVESPA -0,8% | 107.829 Pontos. CÂMBIO +0,5% | 5,20/USD
Brasil
A bolsa brasileira registrou queda de 0,82% no pregão de ontem, aos 107.829 pontos, puxada pelo segmento de varejo, além de utilities. O descolamento em relação às bolsas estrangeiras segue pautado pelo noticiário político local, que tem criticado o patamar da taxa Selic atual, além de receios de interferência do governo nas privatizações.
As taxas futuras de juros fecharam em queda nos vértices de curto e médio prazo, devido aos acenos do Banco Central (BC) a fim de apaziguar a relação entre o órgão e o governo federal. No entanto, os juros de longo prazo fecharam em alta, também em decorrência das declarações do presidente em relação à política monetária contracionista do BC. DI jan/24 recuou de 13,81% para 13,68%; DI jan/25 caiu de 13,225% para 13,15%; DI jan/26 oscilou de 13,09% para 13,115% e DI jan/27 saltou de 13,09% para 13,195%.
Da mesma forma, o dólar apresentou movimento contrário ao visto mundialmente: enquanto o DXY, que mede a força da moeda frente a de países desenvolvidos, recuou 0,23%, a 103,38 pontos, houve aumento de 0,5% em relação ao real, cotado a R$ 5,20 / US$.
Ata do Copom e Arcabouço Fiscal
A ata do Copom, o Comitê de Política Monetária brasileiro, relativa à última ocorrida na semana passada, foi divulgada na manhã de ontem (07) e apresentou tom de trégua entre o BC e o governo. Foi comentado que o pacote fiscal anunciado no mês passado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pode ter um efeito benigno para o rumo da inflação.
Na seara tributária, governadores dizem que é estudada uma compensação parcelada da União pelas perdas de arrecadação oriundas da queda do ICMS sobre os combustíveis em 2022. Nesse sentido, os representantes dos estados pedem a ministros do STF debate sobre a retirada do ICMS sobre a Tust e Tusd.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)