31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em negativo e no Brasil se está atento ao que vem do governo e retomada dos mercados

Veja os números

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Mercados globais em negativo

(Brasília-DF, 06/02/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” na XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em negativo e no Brasil expectativa para retomada do mercado com as movimentações do Governo.

 

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Mundo

Os mercados globais amanhecem negativos (EUA -0,9% e Europa -1,0%) após dados fortes do mercado de trabalho americano renovarem as preocupações com a intensidade do ciclo de altas na taxa de juros. Ainda nos EUA, a temporada de resultados continuará esta semana com: Uber, Disney e Pepsico. Até o momento, das 250 companhias do S&P 500, que já divulgaram seus balanços, 70% superaram as estimativas de lucro, segundo a Refinitiv.

Na Europa, o destaque ficará por conta da divulgação dos dados de vendas do varejo na Zona do Euro. Na China, o índice de Hang Seng (-2,0%) encerrou em baixa, impactado negativamente por relatório da Industrial Securities, que revelou que 60% das companhias chinesas perderam dinheiro em 2022 e pelo aumento das tensões geopolíticas entre EUA e China, após balão chinês ser derrubado em solo americano. 

Mercado de trabalho dos EUA

Os números do mercado de trabalho dos EUA em janeiro vieram muito mais fortes do que o esperado na última sexta-feira. O crescimento do emprego acelerou no início do ano, com a criação líquida de 517 mil empregos (188 mil esperados). A taxa de desemprego ficou em 3,4%, seu nível mais baixo desde maio de 1969. Os resultados colocam o Federal Reserve em uma situação difícil, a medida que, na reunião de política monetária da semana passada, o Fed reduziu o ritmo de alta de juros para 0,25 p.p., apostando que a economia já estava esfriando o suficiente para aproximar a inflação da meta.

Tensões entre EUA e China

No final de semana, os EUA derrubaram com um míssil um balão chinês, apontado como um equipamento de espionagem, que sobrevoava território americano. O movimento foi considerado como uma “reação exagerada” pela China, e as tensões entre as duas maiores economias do mundo se elevaram ainda mais depois que uma viagem do secretário de estado Antony Blinken à China foi adiada.

IBOVESPA -1,47% | 108.523 Pontos.  CÂMBIO +2,03% | 5,14/USD

No Brasil, os mercados vão acompanhar de perto esta semana a evolução das expectativas de inflação, depois que o presidente Lula disse que a inflação de 4% é um nível mais adequado para o país do que a atual meta de 3%. Além disso, o Banco Central publicará a ata de sua última reunião de política monetária amanhã, e os números da inflação do IPCA de janeiro saem na quinta-feira. Do lado corporativo a temporada de balanços do 4º trimestre de 2022 no Brasil começará a ganhar força, com Itaú, Bradesco, Klabin e Multiplan divulgando seus resultados nos próximos dias. Nos EUA, há a expectativa do pronunciamento de diretores do Federal Reserve, com destaque ao presidente Jerome Powell que fala amanhã.

Resumo da Semana

Em semana movimentada por decisões de bancos centrais, dados econômicos importantes e balanço das big techs americanas, o Ibovespa encerrou com queda de -3,4% aos 108.523 pontos. Como destaque negativo, a CVC (CVCB3) acumulou queda de mais de 15% na semana, após a desistência das negociações para a compra da Ōner Travel, startup de viagens. Na ponta oposta, Natura (NTCO3) teve alta de 8,2%, após notícias de que a LVMH e L’Oréal estariam entre as empresas avaliando uma oferta pela Aesop.

Já o Dólar fechou a semana com alta de +0,48% em relação ao Real, em R$ 5,13/US$. E na Renda Fixa, a aversão a risco seguiu elevada no mercado de juros, refletindo em uma abertura significativa da curva na última semana. As recentes diretrizes do novo governo eleito permanecem inibindo o interesse a risco no país. Embora as questões domésticas tenham predominado, o cenário externo também levou os agentes a exigirem um prêmio ainda maior na curva de juros. Como resultado, toda a estrutura a termo da curva de juros voltou ao nível de 13%. DI jan/24 subiu de 13,64% para 13,83%; DI jan/25 avançou de 12,97% para 13,275%; DI jan/26 escalou de 12,81% para 13,165% e DI jan/27 saltou de 12,83% para 13,1.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)