31 de julho de 2025
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INDÚSTRIA: Setor industrial, em dezembro/22, teve crescimento zero; no ano de 2022, setor industrial recuou - 0,7%, informa IBGE

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Industria sob pressão

 

(Brasília-DF,03/02/2023) Na manhã desta sexta-feira, 03, o IBGE divulgou a sua PIM Brasil dezembro, a pesquisa mensal da indústria, apontando que em  dezembro de 2022 a produção industrial nacional mostrou variação nula (0,0%) frente a novembro, na série com ajuste sazonal. Frente a dezembro de 2021, a indústria recuou 1,3%, após quatro meses de crescimento nesta comparação: novembro (0,9%), outubro (1,7%), setembro (0,4%) e agosto (2,8%) de 2022. A média móvel trimestral em dezembro foi de 0,1%. Em 2022, a indústria acumula um recuo de 0,7%, após acumular alta de 3,9% em 2021.

Na variação nula (0,0%) da atividade industrial na passagem de novembro para dezembro de 2022, três das quatro grandes categorias econômicas e 11 dos 26 ramos pesquisados mostraram crescimento na produção.

Derivados do petróleo cresce pela 3ª vez seguida, com 3,4% em dezembro de 2022

Entre as atividades, as influências positivas mais importantes vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,4%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (9,1%). A primeira registra o terceiro mês seguido de expansão na produção, período em que acumulou avanço de 6,8%. Já a segunda eliminou a queda de 0,4% verificada no mês anterior.

Outras contribuições positivas relevantes sobre o total da indústria vieram de produtos de metal (5,6%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (1,3%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (8,0%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (4,7%) e de couro, artigos para viagem e calçados (6,7%).

Por outro lado, entre as 15 atividades que apontaram redução na produção, produtos alimentícios (-2,6%) e metalurgia (-5,1%) exerceram os principais impactos em dezembro de 2022, com ambas interrompendo dois meses consecutivos de avanço, período em que acumularam expansão de 8,5% e 8,6%, respectivamente.

Vale destacar também os recuos registrados pelos ramos de outros produtos químicos (-3,2%), de máquinas e equipamentos (-3,6%), de indústrias extrativas (-1,1%) e de bebidas (-2,8%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda frente ao mês imediatamente anterior, bens de consumo duráveis (4,1%), bens de consumo semi e não duráveis (3,2%) e bens de capital (1,8%) assinalaram as taxas positivas em dezembro de 2022. Com esses resultados, a primeira eliminou parte da perda de 4,6% acumulada no período setembro-novembro de 2022; a segunda marcou o terceiro mês seguido de crescimento na produção, período em que acumulou expansão de 4,5%; e a última intensificou o avanço registrado em novembro de 2022 (0,8%).

Por outro lado, o setor produtor de bens intermediários (-2,1%) apontou o único resultado negativo nesse mês, interrompendo, dessa forma, dois meses consecutivos de crescimento na produção, período em que acumulou ganho de 0,9%.

Média móvel varia 0,1% em dezembro de 2022

Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral para o total da indústria variou 0,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2022 frente ao nível do mês anterior, interrompendo, dessa forma, a trajetória descendente iniciada em julho de 2022.

Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo semi e não duráveis, ao avançar 1,5%, assinalou o único resultado positivo em dezembro de 2022 e interrompeu quatro meses consecutivos de queda na produção, período em que acumulou perda de 1,7%.

Por outro lado, os segmentos de bens de capital (-0,5%) e de bens intermediários (-0,4%) apontaram os recuos nesse mês, com o primeiro marcando a segunda taxa negativa seguida e acumulando redução de 1,6% nesse período; e o último permanecendo com a trajetória descendente iniciada em julho de 2022. O setor produtor de bens de consumo duráveis mostrou variação nula (0,0%) em dezembro de 2022, após registrar perda de 1,6% no mês anterior.

No último trimestre do ano, indústria avança 0,5%

No quarto trimestre de 2022, o setor industrial, ao avançar 0,5%, permaneceu com o comportamento positivo observado no terceiro trimestre de 2022 (0,9%), quando interrompeu quatro trimestres consecutivos de taxas negativas, todas as comparações contra igual período do ano anterior.

Entre as grandes categorias econômicas, três dos quatro grandes segmentos também desaceleraram na passagem do terceiro para o quarto trimestre de 2022, com destaque para bens de consumo duráveis (de 8,2% para 2,9%). As demais perdas de ritmo foram registradas por bens intermediários (de 0,7% para 0,3%) e bens de capital (de 0,7% para 0,4%). Por outro lado, o setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis, ao passar de 0,2% para 1,1%, foi o único que mostrou ganho de dinamismo entre os dois períodos.

Indústria fecha 2022 com queda acumulada de 0,7%

No índice acumulado do ano, frente a igual período do ano anterior, assinalou queda de 0,7%, com resultados negativos em quatro das quatro grandes categorias econômicas, 17 dos 26 ramos, 54 dos 79 grupos e 62,4% dos 805 produtos pesquisados.

Entre as atividades, as principais influências negativas no total da indústria foram registradas por indústrias extrativas (-3,2%), produtos de metal (-9,0%), metalurgia (-5,0%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-10,7%) e produtos de borracha e de material plástico (-5,7%).

Vale destacar também as contribuições negativas assinaladas pelos ramos de produtos de minerais não metálicos (-5,1%), de produtos têxteis (-12,8%), de móveis (-16,2%), de produtos de madeira (-12,9%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-8,4%) e de máquinas e equipamentos (-2,3%).

Por outro lado, ainda na comparação com janeiro-dezembro de 2021, entre as nove atividades que apontaram expansão na produção, a de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (6,6%) exerceu a maior influência na formação da média da indústria. Outros impactos positivos importantes foram registrados por produtos alimentícios (2,4%), veículos automotores, reboques e carrocerias (3,0%), outros produtos químicos (2,3%), celulose, papel e produtos de papel (3,1%), bebidas (3,0%) e outros equipamentos de transporte (12,9%).

Entre as grandes categorias econômicas, os resultados para os doze meses de 2022 mostraram menor dinamismo para bens de consumo duráveis (-3,3%). Os segmentos de bens intermediários (-0,7%), de bens de capital (-0,3%) e de bens de consumo semi e não duráveis (-0,2%) também assinalaram resultados negativos no índice acumulado para o ano de 2022.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)