DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em negativo e chegada de Lula a BSB deixa o mercado nacional em atenção redobrada
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(Brasília-DF, 28/11/2022) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em negativo. No Brasil, com a chegada de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente eleito, a Brasília a PEC da Transição e uma indicação para a Fazenda surja e acalme muita gente.
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Mercados globais hoje
Os mercados globais amanhecem negativos (EUA -0,9% e Europa -0,9%) com a crescente preocupação com os protestos da população na China devido às novas restrições contra a Covid-19. Nos EUA, a semana será marcada por novos pronunciamentos de membros do Federal Reserve e uma agenda recheada de indicadores econômicos relevantes. Na Europa, também teremos o pronunciamento da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, na sexta-feira. Na China, o índice de Hang Seng (-1,6%) encerrou em baixa, à medida que o país registrou mais 40 mil novos casos diários neste domingo, um novo recorde. O anúncio de novas restrições já tem causado protestos populares em cidades relevantes como Pequim e Xangai. O mercado começa a se preocupar com os potenciais impactos de novas paralisações na economia da China e nas cadeias de suprimentos globais. Segundo o Goldman Sachs, as cidades consideradas de alto risco para novos surtos são responsáveis por 65% do PIB chinês.
Protestos na China
As manifestações marcam uma reversão no sentimento do mercado em relação à China, depois que as esperanças de que o país relaxasse sua política de zero-covid levaram a um certo otimismo dos investidores. Essa política tem causado impactos adversos relevantes no crescimento chinês, e dados de lucros industriais divulgados no fim de semana mostraram queda ainda maior em outubro.
No cenário internacional, teremos uma série de dados importantes dos Estados Unidos, com destaque ao relatório de emprego (incluindo o famoso payroll) e o deflator PCE – medida de inflação preferida do Federal Reserve. Esses dados serão importantes para a definição dos próximos passos da política monetária. O discurso de Jerome Powell, assim como a divulgação do Livro Bege, relatório de condições da economia americana, também estarão na mira do mercado.
IBOVESPA -2,5% | 109.976 Pontos. CÂMBIO +1,89% | 5,41/USD
No Brasil, a PEC da Transição continua como principal tema, com a promessa do relator do orçamento de que uma versão para votação do Congresso será entregue amanhã. Na frente de dados econômicos, teremos o PIB do 3º trimestre, dados fiscais, de emprego e produção industrial de outubro.
Política fiscal no Brasil
No Brasil, o foco continua nas discussões sobre a emenda constitucional de transição, que pode elevar os gastos em mais de R$ 200 bilhões. O relator do orçamento do próximo ano anunciou que uma versão da proposta estaria disponível para ser discutida e votada na terça-feira, mas há pouco consenso a respeito. O tamanho e a duração da renúncia e a possibilidade de fazer uma mudança no teto de gastos ainda estão em discussão.
Resumo da Semana
Na semana que deu início à Copa do Mundo, com liquidez reduzida devido ao feriado de Ação de Graças nos EUA e riscos fiscais no Brasil, o Ibovespa encerrou a semana praticamente de lado aos 109 mil pontos. Os ativos brasileiros continuaram pressionados pelo risco fiscal, em meio a apresentações de propostas alternativas à PEC de Transição e rumores sobre nomes que devem compor a equipe econômica do próximo governo. Na semana, o desempenho de Copel (CPLE6) aparece como destaque positivo, com o anúncio, feito pelo Estado do Paraná, de intenção de privatizar a estatal. Já na contramão negativa, destaque para CVC (CVCB3), que caiu fortemente junto com o setor de varejo, sofrendo com a disparada nas taxas de juros futuros. O Dólar fechou a semana com alta de +0,4% em relação ao Real, em R$ 5,39/US$. Na Renda Fixa, as taxas futuras de juros apresentaram um avanço por toda a extensão da curva, mantendo a tendência pessimista da semana anterior. O movimento negativo do mercado, apesar de ter sido mais singelo em relação a períodos anteriores, ainda reflete os anseios frente ao processo de transição de governo e às negociações em torno da PEC da Transição. DI jan/23 fechou em 13,70%; DI jan/24 foi para 14,44%; DI jan/25 encerrou em 13,875%; DI jan/27 fechou em 13,575%; e DI jan/29 foi para 13,55%.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)