31 de julho de 2025
Brasil e Poder

NOVO: João Amoedo deixa o NOVO que na prática disse que ficou velho; ele disse que o partido que criou agora estimula ações contra a democracia

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(Brasília-DF, 25/11/2022) Justo na semana que o Novo, através do deputado Marcel Van Hatten(Novo-RS) apresenta a CPI do Abuso da Autoridade, que é visto como uma forma de fazer uma Investigação contra o Judiciário, uma revanche bolsonarista, o fundador do partido Novo, que foi candidato à Presidência da República em 2018, o empresário João Amôedo, um liberal que decidiu apoiar Lula no segundo turno contra Jair Bolsonaro.

João Amôedo disse que o NOVO “descumpre o próprio estatuto, aparelha a sua Comissão de Ética para calar filiados, faz coligações apenas por interesses eleitorais, idolatra mandatários, não reconhece os erros, ataca os Poderes constituídos da República e estimula ações contra a democracia”, disse.  Na prática, Amôedo entende que o NOVO ficou velho.

Veja a integra da declaração de Amôedo no Twitter:

Hoje, com muito pesar, me desfilio do partido que fundei, financiei e para o qual trabalhei desde 2010.

Deixo um agradecimento especial a todos que fizeram parte desse time que com dedicação, humildade e determinação transformaram em realidade o que parecia ser impossível. (1/8)

Infelizmente, o NOVO, fundado em 2011 e pelo qual trabalhamos por mais de 10 anos, não existe mais.

Ao longo dos últimos 33 meses, sob a atual gestão, o NOVO foi sendo desfigurado e se distanciou da sua concepção original de ser uma instituição inovadora que, com visão de longo prazo, sem culto a salvadores da pátria, representava a esperança de algo diferente na política.(

O NOVO atual descumpre o próprio estatuto, aparelha a sua Comissão de Ética para calar filiados, faz coligações apenas por interesses eleitorais, idolatra mandatários, não reconhece os erros, ataca os Poderes constituídos da República e estimula ações contra a democracia. (

O partido, mesmo com o péssimo desempenho eleitoral, com a perda de milhares de filiados, a saída de inúmeros dirigentes, não esboça qualquer sinal de retomar o caminho original. (5/8)

Ao contrário, a direção da instituição prefere ignorar as evidências, busca silenciar as vozes divergentes, transfere responsabilidades e segue prometendo que “agora será diferente”.

Esse NOVO, definitivamente, não me representa. 

Neste cenário, seria incoerente permanecer em um partido com o qual tenho diferenças de visão, de propósito e de conduta.

A minha saída do NOVO em nada muda a vontade de ajudar o Brasil. Espero levar os aprendizados desse projeto e, junto com aqueles que conheci e que compartilham dos mesmos valores, trabalhar pelo que sempre foi meu objetivo: contribuir para melhorar a vida dos brasileiros. “

Novo bolsonarista

Veja a postagem de Marcel Van Hatten(Novo-RS) sobre os apoios de bolsaristas a CPI do Abuso de Autoridade.

 

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)