DESTAQUES DO DIA: Mercados globais com sinais mistos e no Brasil atenção a Fernando Haddad que vai estar com o pessoal da Febraban
Veja os números
(Brasília-DF, 25/11/2022) A Política Real teve acessso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados globais estão cons inais mistos e no Brasil atenção para o ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad que terá almoço com o pessoal da Febraban nesta sexta-feira e ganha corpo para ser o novo ministro da Fazenda.
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Bolsas internacionais amanhecem mistas (EUA +0,1% e Europa -0,2%) com investidores ainda avaliando as perspectivas de um aperto monetário menos agressivo do Federal Reserve. Ainda nos EUA, o período de negociações será reduzido nesta sexta-feira, a bolsa permanecerá aberta até apenas até as 13 horas (horário americano). Na Europa, o PIB da Alemanha cresceu 0,4% trimestre contra trimestre e 1,3% ano a ano, superando as estimativas de 0,3% tri/tri e 1,2% a/a do consenso da Reuters. Os dados mostraram um consumo resiliente das famílias e revitalizaram esperanças de uma possível recessão menos severa que o antecipado. Na China, o índice de Hang Seng (-0,5%) encerra em baixa, mesmo com o anúncio de novos estímulos. O banco central chinês anunciou um corte de 0,25% no requerimento de reserva dos bancos, visando expandir a base monetária em circulação. Em contrapartida, a medida foi compensada pelos casos da Covid-19, que seguem registrando novos recordes e catalisando temores em relação a novos lockdowns.
Ata da reunião do Banco Central Europeu
O Banco Central Europeu (BCE) divulgou ontem (24) a ata de sua última reunião de política monetária, realizada nos dias 26 e 27 de outubro. Naquela ocasião, o banco central subiu as taxas de juros de referência em 75 pontos-base pela segunda vez consecutiva. De acordo com o documento, houve clareza de que as taxas de juros precisariam ser elevadas ainda mais para o cumprimento da meta de inflação a médio prazo. Ainda segundo a ata, os membros da instituição sinalizaram que os juros precisam atingir níveis contracionistas. Embora a maioria dos votantes tenha defendido o ritmo de aumento de 0,75 p.p. em outubro, alguns revelaram preferência por um movimento mais moderado (de 0,50 p.p.). Em linhas gerais, o banco central sinalizou firmemente altas adicionais nas taxas de juros nos próximos meses. Isto posto, os mercados precificam atualmente uma desaceleração no ritmo de aperto monetário (um movimento de 0,50 p.p. na próxima reunião, que será encerrada em 15 de dezembro).
IBOVESPA +2,75% | 111.831 Pontos. CÂMBIO -1,2% | 5,31/USD
Mercados amanhecem positivos, reverberando ainda a expectativa de que o ritmo de aperto monetário pode desacelerar após tom mais dovish – brando – da ata do Federal Reserve. Em dia de pregão mais curto na Bolsa americana e agenda internacional esvaziada, as atenções estarão voltadas para os dados sobre o investimento estrangeiro no Brasil e o relatório da Dívida Pública de outubro.
Brasil
O Ibovespa fechou em alta de 2,75%, a 111.831 pontos, em uma sessão de volume de negócios reduzido, com feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos e a estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo. O principal índice da Bolsa brasileira, refletiu o otimismo de que Pérsio Arida, ex-presidente do Banco Central, idealizador do Plano Real e integrante do governo de transição, poderia participar com Fernando Haddad da equipe econômica do governo eleito. O dólar comercial caiu -1,20%, a R$ 5,31. As taxas futuras de juros fecharam em queda, contrariando o movimento do pregão anterior. DI jan/23 fechou em 13,7%; DI jan/24 foi para 14,35%; DI jan/25 encerrou em 13,655%; DI jan/27 fechou em 13,405%; e DI jan/29 foi para 13,41%.
IPCA-15 no Brasil
No Brasil, o IPCA-15 variou 0,53% entre outubro e novembro, abaixo da expectativa da equipe de economia da XP e do consenso de mercado (0,58% e 0,55%, respectivamente). Assim, o índice mostrou alta de 5,35% no acumulado do ano e de 6,18% nos últimos 12 meses. Esses resultados corroboram nossa visão de desinflação gradual na economia brasileira. A equipe econômica XP projeta elevação de 5,8% para o IPCA em 2022. Para 2023, por sua vez, prevê aumento de 5,2%, considerando a reoneração dos combustíveis. Todavia, os riscos fiscais crescentes e seus impactos potenciais sobre a dinâmica da taxa de câmbio e as expectativas de inflação de médio prazo precisam ser monitorados com bastante cautela, já que podem alterar as perspectivas para o IPCA.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)