31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em negativo e no Brasil atenção continua para PEC da Transição e a divulgação do IIPCA-15 de novembro

Veja os números

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Mercados globais em negativo

(Brasília-DF, 21/11/2022)  A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais em negativo e no Brasil atenção para PEC da Transição e a divulgação na semana do IPCA-15 de novembro.

 

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Hoje, as bolsas internacionais amanhecem negativas (EUA -0,5% e Europa -0,1%) com preocupações em relação à uma reversão da reabertura da China. Nos EUA, a semana será reduzida por conta do feriado de Ação de Graças, mas contará com novos pronunciamentos de membros do Federal Reserve. Na Europa, a inflação ao produtor da Alemanha registrou uma variação de -4,2% mês a mês em outubro, uma surpresa positiva vs. a variação de 0,9% esperada pelo consenso da Reuters. Na China, o índice de Hang Seng (-1,9%) encerrou em baixa, após o país registrar mais de 26 mil casos da Covid-19 e diversas cidades anunciarem novas restrições. O governo chinês pediu para que as autoridades locais tomem cuidado com a flexibilização das medidas contra a doença para que o surto não se agrave.

Covid-19 na China

As preocupações com a Covid na China estimulam a aversão ao risco global. As primeiras mortes relacionadas à covid em quase seis meses foram reportadas neste fim de semana, gerando preocupações de que as autoridades possam retomar as restrições severas.

Relaxamento de tensões entre EUA e China

Os ministros da Defesa dos EUA e da China estão negociando novas rodadas de conversas em novo sinal de relaxamento das tensões entre os países. Essas seriam as primeiras conversas desde que Beijing suspendeu o diálogo com Washington após a visita da presidente da Câmara, Nancy Pelosi, a Taiwan em agosto. Vale notar que o presidente chinês Xi Jinping teve encontros com o presidente Joe Biden e, separadamente, com a vice-presidente Kamala Harris, em cúpulas na região.

No cenário internacional, a política monetária americana continuará como principal tema da semana. O Federal Reserve irá publicar a ata da sua última reunião na quarta-feira, e dirigentes do banco central americano irão discursar ao longo dos próximos dias. No campo de dados econômicos, teremos também as prévias dos PMIs de países desenvolvidos que darão sinalizações quanto à atividade econômica global.

IBOVESPA -0,76% | 108.870 Pontos.  CÂMBIO -0,5% | 5,37/USD

No Brasil, notícias relacionadas à PEC de Transição e a nova equipe econômica do governo eleito seguem no radar do mercado. Além disso, dados fiscais e de setor externo referentes a outubro, assim como o IPCA-15 de novembro serão destaques.

Risco fiscal no Brasil ainda no radar

No Brasil, a Copa não vai fazer o mercado esquecer do risco fiscal. Com o retorno do presidente eleito Lula do exterior, a proposta de emenda constitucional que permite ao governo gastar acima do teto em 2023 provavelmente avançará no Congresso. A proposta do governo abre espaço em torno de R$ 200 de reais de gastos adicionais, o que põe em risco a estabilidade da dívida pública e o espaço para cortes de juros pelo Banco Central.  No fim de semana, o senador Alessandro Vieira apresentou proposta alternativa, limitando o aumento de gastos a R$ 70 bilhões.

Resumo da Semana

Em semana marcada por bastante volatilidade no cenário doméstico em meio a preocupações com a condução da política fiscal no próximo governo, o Ibovespa encerrou em baixa de -3,0% aos 108.870 pontos. A versão inicial da PEC da Transição foi apresentada ao Congresso e corresponde a um crescimento da despesa em mais de R$ 200 bilhões. Porém, de acordo com o time de análise política da XP, a tendência no Congresso é construir uma versão muito mais enxuta em comparação ao texto apresentado. Ainda assim, os sinais crescentes de deterioração do arcabouço fiscal vigente e de significativa expansão das despesas vêm pesando fortemente sobre os ativos financeiros domésticos.

Com isso, o Dólar fechou a semana com alta de +1,0% em relação ao Real, em R$ 5,38/US$. Na Renda Fixa, as taxas esperadas de juros apresentaram um avanço por toda a extensão da curva, mantendo a tendência pessimista da semana anterior. O movimento negativo do mercado refletiu os anseios e as preocupações dos agentes frente às indefinições no cenário fiscal, com os vértices mais curtos reagindo de modo mais intenso. DI jan/23 fechou em 13,702%; DI jan/24 foi para 14,375%; DI jan/25 encerrou em 13,76%; DI jan/27 fechou em 13,49%; e DI jan/29 foi para 13,44%.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)