DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em positivo e no Brasil atenção para bolsas e campanha eleitoral
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(Brasília-DF, 19/10/2022) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorrning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em positivo enquanto no Brasil atenção para as bolsas e a campanha que esquenta mais ainda.
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Bolsas internacionais amanhecem positivas (EUA +0,4% e Europa +0,1%) frente ao forte início da temporada de resultados americana. Até o momento, das 45 empresas do S&P 500 que já reportaram seus resultados, 69% superaram as estimativas de lucro, segundo a Refinitiv. Ontem, a Netflix divulgou que adicionou 2,4 milhões de novos assinantes, superando as expectativas do mercado e, como resultado, a ação chegou a subir 15% no pós-mercado. A temporada seguirá hoje com Tesla, IBM e ASML. Na Europa, a inflação do Reino Unido registrou 10,1% no acumulado dos últimos 12 meses, retornando para o seu patamar mais alto dos últimos 40 anos e colocando mais pressão sobre a primeira-ministra Liz Truss. Na China, o índice de Hang Seng (-2,4%) encerra em baixa, após o governo de Hong Kong anunciar estímulos econômicos mais cautelosos que o esperado.
Índice de Preços ao Consumidor no Reino Unido
No Reino Unido, o índice de preços ao consumidor subiu 0,5% em relação a agosto, enquanto o núcleo dos preços ao consumidor subiu 0,6%, ambos números um pouco acima do esperado. Isso elevou a taxa básica de 9,9% para 10,1%, enquanto o núcleo subiu de 6,3% para 6,5%. A inflação no país parece estar a caminho de atingir o pico em outubro, quando os preços regulados da energia doméstica aumentarão acentuadamente. Depois disso, os efeitos básicos do ano passado se combinarão com o enfraquecimento da demanda e a redução dos gargalos da cadeia de suprimentos para reduzir a taxa de inflação durante o inverno. Mas o risco energético segue elevado.
Inflação da Zona do Euro
Na Zona do Euro, a leitura final da inflação de setembro ficou em 9,9% ao ano, contra expectativa do mercado de 10,0%, e com núcleo em 4,8%, em linha com as expectativas.
Produção fabril nos EUA
Nos EUA, a produção nas fábricas aumentou em setembro, liderada por ganhos de produção em bens duráveis e não duráveis, indicando que o setor manufatureiro permanece em condições razoáveis, apesar dos esforços do Federal Reserve para conter a demanda – e reduzir a inflação – por meio de taxas de juros mais altas. Já o setor imobiliário levou outro golpe, com o sentimento do mercado entre os construtores de casas dos EUA caindo pelo 10º mês consecutivo em outubro, com o aumento das taxas de hipoteca e os gargalos para materiais de construção colocando novas compras de casas fora do alcance de muitos consumidores americanos, compradores potenciais de primeira viagem em particular.
IBOVESPA +1,9% | 115.743 Pontos. CÂMBIO -0,9% | 5,25/USD
Mais uma vez, a atenção se volta ao Reino Unido, mas desta vez em relação à inflação de setembro, que atingiu 10,1%, maior patamar dos últimos 40 anos. Na Zona do Euro, a leitura final da inflação ao consumidor de setembro também confirmou inflação próxima a dois dígitos. No Brasil, as atenções seguem voltadas para a política. Em entrevista à Folha, o senador eleito Wellington Dias (PT) disse que um eventual governo Lula colocará como prioridade o reajuste do salário-mínimo com ganhos reais de 2%, a correção da tabela do IR e a viabilização do Auxílio Brasil, mas não deu detalhes sobre a nova regra fiscal e o novo Ministro da Economia.
Brasil
O Ibovespa fechou em alta de 1,9% nesta terça-feira (18), aos 115.743 pontos, acompanhando o movimento dos índices nos EUA. As taxas futuras de juros fecharam em níveis próximos aos ajustes, em movimento bastante alinhado ao comportamento dos rendimentos dos títulos públicos no exterior. Em dia de poucos motivos que pudessem justificar um ajuste maior de posições, o volume negociado no mercado de juros futuros foi baixo, com investidores aguardando mais definições relacionadas ao processo eleitoral e ao cenário externo. DI jan/23 fechou em 13,678%; DI jan/24 foi para 12,82%; DI jan/25 encerrou em 11,585%; DI jan/27 fechou em 11,415%; e DI jan/29 foi para 11,55%.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)