31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em positivo e no Brasil atenção para IGP-10 e aumento dos combustíveis

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Mercados em positivo

(Brasília-DF, 18/10/2022) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em positivo e no Brasil atenção para divulgação IGP-10.

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Hoje, mercados globais amanhecem positivos (EUA +1,5% e Europa +0,5%) enquanto investidores acompanham o avanço da temporada de resultados americana. Até o momento os balanços dos bancos superam as expectativas no agregado, contribuindo para um tom mais positivo nos mercados. Hoje teremos nomes relevantes como Goldman Sachs, Johnson & Johnson e Netflix. Na Europa, o ministro das finanças, Jeremy Hunt, anunciou nesta segunda-feira que irá reverter as propostas para cortes de impostos e reduzir parte do plano para controlar os preços de energia. Na China, o índice de Hang Seng (+1,8%) encerra em alta, acompanhando os pares globais. Em Hong-Kong, rumores indicam novos possíveis incentivos ao mercado imobiliário e as ações das construtoras sobem.

Orçamento fiscal do Reino Unido

O mercado segue observante aos desdobramentos fiscais e financeiros no Reino Unido. Ontem o novo ministro das Finanças no Reino Unido, Jeremy Hunt, descartou quase todas as medidas de impostos e gastos anunciadas anteriormente pela primeira-ministra Liz Truss, reduzindo as preocupações sobre o tamanho do aumento dos empréstimos necessários para financiar os planos. Isto pode levar o Banco da Inglaterra a não aumentar as taxas de juros em novembro tanto quanto o previsto anteriormente. Nessa manhã, porém, o Banco Central inglês disse que rumores ventilados na imprensa sobre a postergação de seu plano aperto quantitativo são falsos, fazendo a libra trocar de sinal e depreciar novamente contra o dólar.

BOVESPA +1,38% | 113.624 Pontos.   CÂMBIO -0,83% | 5,28/USD

O mercado local tem mais um dia de agenda fraca e deve continuar sensível à reação externa aos indicadores dos Estados Unidos, como a produção industrial em setembro. Nos Estados Unidos teremos também a divulgação denomes relevantes como Goldman Sachs, Johnson & Johnson e Netflix.

Brasil

O Ibovespa começou a semana no positivo, acompanhando o mercado externo, impulsionado pelo bom resultados dos bancos nos Estados Unidos e o anúncio da reversão parcial do pacote fiscal no Reino Unido. Nesse cenário, o índice local subiu 1,38%, fechando aos 113.624 pontos, enquanto o dólar apresentou queda de 0,83%, cotado a R$5,28. Já as taxas futuras de juros iniciaram a semana em queda, reverberando a menor aversão ao risco pelo mercado. No ambiente doméstico, foi divulgado o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), que caiu 1,13% em agosto na comparação mensal, acima do previsto pelo consenso do mercado de 0,50%. Da mesma forma, o Boletim Focus do Banco Central apontou redução na inflação esperada para 2022 pela 16ª semana seguida, de 5,71% para 5,62%, assim como para 2023 e 2024. DI jan/23 fechou em 13,678%; DI jan/24 foi para 12,84%; DI jan/25 encerrou em 11,645; DI jan/27 fechou em 11,49%; e DI jan/29 foi para 11,63%.

Ainda sobre Brasil, o IGP-10 de outubro teve deflação de 1,04%, em linha com expectativa. Ainda, o preço médio dos combustíveis volta a subir na bomba, segundo a ANP, após 15 semanas seguidas de queda; e segue a pressão para reajustes pela Petrobras.

Mercado em Gráfico

A carteira tradicional americana conhecida como “60/40”, composta por 60% de Bolsa americana e 40% de renda fixa do país, vem registrando seu pior desempenho em anos e acumula perda de 20,7% ate agora em 2022. O retorno de ações e da renda fixa tem sido severamente afetado pelo postura mais hawkish – dura – do Federal Reserve de aumento nas taxas de juros para tentar conter a inflação persistente. Para a renda variável, juros mais altos significam custo de capital maior, e ativos de risco sofrem nesse tipo de ambiente. Já a renda fixa tem sofrido pela marcação ao mercado, a medida que os juros sobem, o preço dos títulos também caem. Embora os retornos deste ano tenham apresentado uma queda acentuada, um declínio de dois dígitos na carteira 60/40 não é inédito – como em 2008, por exemplo, quando a carteira 60/40 caiu 20,1%. No entanto, os investidores que foram pacientes com seus portfólios muitas vezes foram recompensados ​​com uma recuperação. Nos anos seguintes “a queda de 2008, os retornos anuais terminaram o ano positivos. Portanto, reforçamos que se manter investido no longo prazo segue sendo a melhor estratégia, mesmo passando por períodos de maior volatilidade e quedas acentuadas.

 

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)