31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em positivo e no Brasil expectativa da divulgação do IBC-Br

Veja os números

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Mercados globais em positivo

(Brasília-DF, 17/10/2022) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais começam em positivo e no Brasil expectativa para o IBC-Br, a previa da inflação

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As bolsas internacionais amanhecem positivas (EUA +1,3% e Europa +0,8%) enquanto investidores avaliam se a narrativa micro dos balanços das companhias pode ganhar protagonismo em meio ao cenário macroeconômico desafiador.  A temporada de resultados americana seguirá hoje com Bank of America. Ainda nos EUA, Mary Daly, presidente do Fed de São Francisco, reiterou suporte ao aumento da taxa básica de juros americana e enxerga uma taxa terminal em torno de 4,5% – 5%. Na Europa, o foco ficará no pronunciamento de Jeremy Hunt, novo ministro das finanças do Reino Unido, sobre seus planos para a política fiscal e espera-se que seja anunciado uma reversão das propostas anunciadas por Liz Truss anteriormente. Na China, o índice de Hang Seng (+0,2%) encerrou com leves ganhos depois de comentários mistos do presidente Xi Jinping durante o congresso do partido comunista da China. A autoridade reafirmou que o suporte ao desenvolvimento econômico é uma de suas maiores prioridades, mas insistiu na política de zero-covid e revitalizou preocupações relacionadas a um possível conflito com Taiwan.

Pacote de corte de impostos no Reino Unido deve ser revertido

O novo secretário das finanças do Reino Unido, Jeremy Hunt, faz uma declaração hoje sobre medidas para sinalizar sustentabilidade das contas públicas. O pacote de redução de impostos anunciado pelo seu antecessor Kwasi Kwarteng pode ser revertido e novos cortes de gastos podem ser sinalizados. A libra britânica se valorizou e os mercados de ações estão em alta esta manhã na Europa, com as expectativas de uma polícia fiscal mais equilibrada no Reino Unido daqui para frente.

China reitera política de zero-Covid

O presidente chinês Xi Jinping fez um discurso de duas horas no 20º Congresso Nacional do Partido Comunista da China. Xi sinalizou que manterá as atuais políticas econômicas, dizendo que o PIB per capita do país subirá ao nível de um “país de desenvolvimento médio”, o que representará um “novo salto” até 2035. Além disso, Xi reiterou sua abordagem de tolerância zero à Covid, o que atingiu os preços do minério de ferro. A preocupação com o crescimento de curto prazo também foi alimentada pelo atraso sem precedentes na divulgação dos números do PIB. O governo adiou o lançamento desta semana sem dar um motivo.

No cenário internacional, a temporada de resultados no EUA ganha força, empresas como Goldman Sachs, Netflix, Tesla e Johnson & Johnson irão reportar seus balanços do terceiro trimestre. Na agenda econômica, os destaques serão a divulgação índice de expectativas e índice de preços ao produtor da Alemanha, Livro Bege e pedidos de auxílio-desemprego dos EUA, e prévia do índice de confiança do consumidor na Zona do Euro

IBOVESPA -1.9% | 112.072 Pontos.  CÂMBIO +0,9% | 5,32/USD

No Brasil, ao longo dos próximos dias, teremos o IBC-Br – proxy mensal do PIB divulgada pelo BCB –  referente a agosto, além do IGP-10 e a prévia do IGP-M, ambos para outubro.

Resumo da semana anterior

Em semana de bastante volatilidade nos mercados globais, o Ibovespa encerrou em queda de -3,7% aos 112 mil pontos. O foco das bolsas ao redor do mundo foi, principalmente, os rumos da política monetária global, principalmente do Federal Reserve (Fed). Dentre as ações que registraram os maiores movimentos ao longo semana, destaca-se o setor de varejo, na qual Magazine Luiza (MGLU3) e Americanas (AMER3) caíram 17% com o aumento nas taxas do título de governo americano. Na outra ponta, as ações da Braskem (BRKM5) saltaram 30% após informações de que a gestora americana Apollo teria melhorado sua oferta para aquisição da companhia.

Já o Dólar fechou a semana com alta de +2,3% em relação ao Real, em R$ 5,32/US$. Na Renda Fixa, as taxas futuras de juros fecharam em alta, refletindo o movimento global de aversão a ativos de risco, após a divulgação de dados econômicos e perspectivas que mostraram persistência da inflação americana e doméstica. DI jan/23 fechou em 13,686%; DI jan/24 foi para 12,89%; DI jan/25 encerrou em 11,755; DI jan/27 fechou em 11,60%; e DI jan/29 foi para 11,66%.

Dados no Brasil continuam surpreendendo, mas foco continua sendo eleições

No Brasil, a recuperação do setor de serviços continua surpreendendo as expectativas, com a receita real do setor de serviços crescente 0,7% em agosto, acima das expectativas. Mas as atenções do mercado estão voltadas para as eleições. Os dois candidatos – presidente Bolsonaro e ex-presidente Lula – se encontraram ontem para o primeiro debate após o primeiro turno. Muito pouco foi discutido em termos de política econômica.

Resumo da Semana

Em semana de bastante volatilidade nos mercados globais, o Ibovespa encerrou em queda de -3,7% aos 112 mil pontos. O foco das bolsas ao redor do mundo foi, principalmente, os rumos da política monetária global, principalmente do Federal Reserve (Fed). Dentre as ações que registraram os maiores movimentos ao longo dos dias, destaca-se o setor de varejo, na qual Magazine Luiza (MGLU3) e Americanas (AMER3) caíram 17% com o aumento nas taxas do título de governo americano. Na outra ponta, as ações da Braskem (BRKM5) saltaram 30% após informações de que a gestora americana Apollo teria melhorado sua oferta para aquisição da companhia.

Nos EUA, os destaques foram a ata da última reunião do banco central americano e mais um dado de inflação, ambos indicando que os juros americanos devem continuar subir. De acordo com a ata do Comitê de Política Monetária (FOMC), o Fed deve manter a postura contracionista até que a inflação comece a arrefecer, e as próximas decisões dependerão da evolução dos dados econômicos – discurso reforçado pelos dirigentes durante a semana. Além disso, os índice de preços ao produtor (PPI) e ao consumidor (CPI) subiram 0,4% em relação a agosto, ambos acima das expectativas do mercado. Com indicadores mostrando que a inflação continua persistentemente alta, o mercado precifica um quarto aumento consecutivo de 75bps na próxima reunião do Fed. Como resultado, as taxas de juros das Treasuries dispararam, com o título de 10 anos superando 4,0% – maior nível desde 2008 – e os índices registraram fortes perdas. Apesar de um rali na quinta-feira, as altas não se sustentaram, e o S&P 500 e Nasdaq voltaram a registraram perdas de -1,6% e -3,1%, respectivamente.

 

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)