31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais com sinais mistos e no Brasil preocupação com o aumento de juros nos EUA e olho vivo na campanha presidencial à espera do primeiro debate na TV

Veja os números

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Mercados com sinais mistos

(Brasília-DF, 14/10/2022) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos desta sexta-feira, apontando os mercados sem direção definida e no Brasil preocupação nos mercados com o aumento de juros nos Estados Unidos. Mercado ligado nas eleições à espera do primeiro debate entre Lula e Bolsonaro.

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Mercados globais amanhecem sem direção definida (EUA 0% e Europa +1,2%) após a inflação ao consumidor nos EUA registrar uma surpresa negativa, um aumento de 0,4% em setembro vs. 0,2% das expectativas. Agora a atenção dos investidores ficará voltada para a temporada de resultados americana, que começará hoje com os grandes bancos: J.P. Morgan, Wells Fargo, Morgan Stanley e Citigroup. Na Europa, o Reino Unido segue em foco à medida que a primeira-ministra, Liz Truss, poderá anunciar uma reversão na política fiscal do país e cancelar as medidas relacionadas aos cortes de impostos. Além disso, hoje o Banco da Inglaterra encerrará suas compras temporárias dos títulos do governo, que tinham o foco de conter o colapso do mercado de renda fixa no Reino Unido. Na China, o índice de Hang Seng (+1,2%) encerra em alta, ainda refletindo os movimentos das bolsas globais desta quinta-feira.

Inflação ao consumidor nos EUA

O índice de preços ao consumidor (CPI) nos EUA voltou a ser mais forte do que o esperado em setembro, frustrando as esperanças de uma desaceleração no ritmo de alta de juros nos EUA. O índice de preços ao consumidor subiu 0,4% em relação a agosto e 8,2% no ano, acima dos 0,2% no mês e 8,1% no ano esperados pelo consenso. Já o núcleo, que exclui alimentos e energia, subiu 0,6% pelo segundo mês consecutivo, também acima dos 0,5% esperados, indicando uma pressão inflacionária ampla em toda a economia. Apesar dos indicadores de alta frequência apoiarem a tese de que as pressões do mercado de trabalho e da inflação devem começar a diminuir, esses desenvolvimentos ainda não se refletiram nos dados oficiais. Dada a ênfase na “dependência de dados” das autoridades, o Fed provavelmente será forçado a aumentar as taxas de juros em 75bps pela quarta vez consecutiva em sua reunião de novembro.

Inflação na China

O índice de preços ao consumidor (CPI) da China subiu 2,8% em setembro, em linha com o esperado pelo mercado. Já o índice de preços ao produtor (PPI) do país subiu 0,9% na comparação anual de setembro. O dado ficou abaixo da projeção do mercado, que era de elevação de 1,0%. No confronto mensal, o PPI recuou 0,1% em setembro.

Mercados amanhecem positivos, após uma quinta-feira de reviravoltas no mercado americano, quando as ações caíram para seus níveis mais baixos desde 2020, depois de dados de inflação mais altos do que o esperado e, em seguida, registraram uma recuperação muito expressiva. Em dia de agenda doméstica esvaziada, na agenda internacional de hoje, destaque principal para o início da temporada de resultados e o índice de confiança do consumidor de outubro, feito pela Universidade de Michigan, nos EUA.

IBOVESPA -0,46% | 114.300 Pontos.  CÂMBIO +0,01% | 5,27/USD

O Ibovespa fechou em queda de 0,46% aos 114.300 pontos. O principal índice da Bolsa brasileira não conseguiu acompanhar a performance vista nos Estados Unidos, onde os benchmarks fecharam em forte alta. Frente ao real, o dólar fechou em leve alta de +0,01%, a R$ 5,27. As taxas futuras de juros fecharam próximas à estabilidade, contrariando a tendência do pregão anterior. O DI jan/23 fechou em 13,68%; DI jan/24 foi para 12,83%; DI jan/25 encerrou em 11,725%; DI jan/27 fechou em 11,55%; e DI jan/29 foi para 11,70%. Já nos mercados globais, o dia foi marcado por oscilações expressivas nos preços dos ativos diante das incertezas relacionadas à trajetória da política monetária dos Estados Unidos, refletindo no mercado doméstico.

No início da manhã, o Departamento do Comércio informou que o índice de preços ao consumidor (CPI) nos EUA superou as expectativas do mercado. Neste contexto, houve aumento da aversão a ativos de risco e alta generalizada nas taxas de juros. A posteriori, para os agentes, ficou consolidada a visão de que o Fed elevará os juros em 0,75 ponto percentual na próxima reunião. Assim, houve uma disparada nas taxas de Treasuries, aumento da volatilidade e de agentes na posição de compra.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)