31 de julho de 2025
Brasil e Poder

Simone Tebet disse que cai participar ativamente da campanha de Lula-Alckmin; ela afirmou que o país precisa ser reconstruído e que as diferenças devem ser menores que o amor pelo país

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(Brasília-DF, 07/10/2022) Na tarde desta sexta-feira, 07, a senadora Simone Tebet(MDB-RS) em encontro público com o ex-presidente  Luiz Inácio Lula da Silva( PT),  nesta sexta-feira, 07, em São Paulo(SP), que ela decidiu apoiar, em anúncio, nessa quinta-feira, 06 -  afirmou que o país precisa ser reconstruído e que as diferenças são menores que o amor pelo país.  

Tebe anunciou que participará ativamente da campanha de segundo turno da Coligação Brasil da Esperança. Em pronunciamento ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-governador Geraldo Alckmin, Tebet disse que o Brasil precisa ser reconstruído e que as diferenças políticas e econômicas que existem são menores do que o amor pelo país, que os une, como o respeito incondicional à democracia e aos valores e princípios estabelecidos na Constituição.

“Com isso, o que estamos dizendo aqui é que pensamos da mesma forma o Brasil que queremos. Estamos unidos porque o que está em jogo é o Brasil que precisa ser reconstruído e novamente estar unido. Precisa ser reconstruído já, sob novas bases a partir de 2023”, enfatizou, acrescentando que o sonho é por um Brasil que seja generoso e inclusivo. “Um Brasil que inclua todos, não deixe ninguém para trás e que garanta igualdade de oportunidade para cada filho e filha de cada Maria, de cada João, de cada José desse país”, disse a ex-candidata à Presidência da República que já havia declarado voto no ex-presidente nesta semana.

Em fala direta a Lula, a senadora disse que ao aceitar as propostas sociais que ela apresentou, o ex-presidente entrega a ela o país que ela sonha não só para si e seus filhos, mas para as famílias de todo o Brasil. “Portanto, a partir de agora, o compromisso não é apenas do meu voto, mas do meu total apoio à sua campanha e a seu governo. Vamos juntos, até 30 de outubro, andar as ruas e praças do Brasil para mostrar que o país que nós queremos é um Brasil de todos nós, e só pode ser feito pelas mãos do presidente Lula e de Geraldo Alckmin.”

Ccoletiva

Tebet conceeu coletiva à imprensa, lá em São Paulo, após pronunciamento dela e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Tebet afirmou que é do agro e que está pronta para desmistificar o que chamou de “tese equivocada que só interessa ao atual presidente da República” de que agronegócio e meio ambiente são opostos, quando na realidade devem andar juntos.

“Sem esse desenvolvimento sustentável nós não temos chuva e temos perdas nas nossas safras. Nos últimos dois anos, do meu estado, Mato Grosso do Sul, até o Rio grande do Sul, tivemos uma perda, de algo em torno de produtividade de R$ 60 bilhões. Não foi o poder público que perdeu, foi o agronegócio que perdeu R$ 60 bilhões”, disse ela.

Segundo Tebet, o próprio agro começa a tomar consciência de que, se o Brasil não mudar e não focar na questão da sustentabilidade, da proteção da Amazônia e do desmatamento ilegal zero, o agronegócio vai ter portas fechadas na Europa e nos países para os quais o Brasil exporta.

Atração de investimentos

“Nós estamos no limite do prazo para poder cumprir o acordo de Paris e regras claras de rastreabilidade, de selo verde. Se não as nossas carnes, por exemplo, não vão ser aceitas nas gôndolas dos supermercados europeus. Nós temos essa consciência, o agro tem essa consciência e sabe que o presidente Lula, tem condições, através da sua equipe, voltar a abrir o olhar de quem está de fora, especialmente de recursos e investimentos estrangeiros no Brasil”, reconheceu a senadora.

De acordo com ela, há muita gente querendo investir no Brasil e, preservando a Amazônia, tendo em vista a importância do agronegócio, o dinheiro vem. Tebet disse estar disposta a ajudar nesse debate e disse não ter dúvida de que seja possível reverter o quadro de maioria do agro apoiando Bolsonaro. “Nós podemos reverter detalhando claramente o programa de governo do presidente Lula para o agronegócio”.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)