ECONOMIA: Setor de serviços chega a 1,2% em maio, segundo IBGE; números superam o mesmo período da pré-pandemia
Veja os números
( Publicada originalmente às 09h 58 do dia 13/07/2021)
(Brasília-DF, 14/07/2021) O IBGE divulgou na manhã desta terça-feira, 13, a sua Pesquisa Mensal de Serviços de maio de 2021( PMS) apontanto que o setor de serviços avançou 1,2% ante abril, na série com ajuste sazonal, acumulando ganho de 2,5% nos últimos dois meses e recuperando parte do recuo de março (-3,4%). O setor de serviços volta a ultrapassar o nível pré-pandemia, já que se encontra 0,2% acima do patamar de fevereiro de 2020.
Na série sem ajuste sazonal, frente a maio de 2020, o setor avançou 23,0%, a terceira taxa positiva seguida e a mais intensa da série histórica, iniciada em janeiro de 2012. O acumulado no ano chegou a 7,3% e o acumulado em 12 meses, a -2,2%.
A alta de 1,2% de abril para maio de 2021 foi acompanhada por três das cinco atividades investigadas, com destaque para transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (3,7%) e para serviços prestados às famílias (17,9%), ambos alcançando a segunda taxa positiva seguida após terem recuado em março. Com menor impacto no índice geral, vieram os serviços profissionais, administrativos e complementares (1,0%), que eliminaram quase toda a perda do período março-abril (-1,3%).
No acumulado do ano, frente a igual período de 2020, houve expansão de 7,3%, com quatro das cinco atividades de divulgação apontando taxas positivas e crescimento em mais da metade (54,8%) dos 166 tipos de serviços investigados.
Entre os setores, as contribuições positivas mais importantes ficaram com transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (12,3%) e informação e comunicação (7,4%), impulsionados, em grande parte, pelo aumento das receitas das empresas que atuam nos segmentos de transporte rodoviário de cargas; gestão de portos e terminais; logística de transportes; ferroviário de cargas; operação de aeroportos; navegação de apoio marítimo e portuário; e transporte dutoviário, no primeiro setor. No segundo, por empresas de portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na Internet; desenvolvimento e licenciamento de softwares; outras atividades de telecomunicações; atividades de televisão aberta; e suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação.
Os demais avanços vieram de serviços profissionais, administrativos e complementares (3,3%) e de outros serviços (8,0%), com o aumento na receita das empresas de serviços de engenharia; atividades técnicas relacionadas à arquitetura e à engenharia; atividades jurídicas; atividades de cobranças e informações cadastrais; locação de automóveis; e teleatendimento, no primeiro ramo. No segundo, por empresas de recuperação de materiais plásticos; corretoras de títulos e valores mobiliários; administração de bolsas e mercados de balcão organizados; atividades de apoio à produção florestal; e administração de fundos por contrato ou comissão.
A única influência negativa veio dos serviços prestados às famílias (-5,4%), pressionados, especialmente, pela queda nas receitas de restaurantes; hotéis; de catering, bufê e outros serviços de comida preparada; e de atividades de condicionamento físico.
ESTADOS
Regionalmente, 23 das 27 unidades da Federação tiveram expansão no volume de serviços em maio de 2021, ante o mês imediatamente anterior. As expansões mais relevantes vieram de São Paulo (2,5%), seguido por Bahia (8,6%), Minas Gerais (2,1%) e Distrito Federal (3,7%). Por outro lado, Tocantins (-2,9%), Mato Grosso (-0,4%), Piauí (-1,9%) e Rondônia (-0,8%) registraram as únicas retrações em termos regionais.
Frente a maio de 2020, o avanço na taxa para o Brasil (23,0%) foi acompanhado por 26 das 27 UFs. A principal contribuição veio de São Paulo (24,6%), seguido por Rio de Janeiro (18,3%), Minas Gerais (26,9%), Rio Grande do Sul (21,2%), Santa Catarina (23,9%), Bahia (28,9%), Distrito federal (27,0%) e Paraná (13,4%).
No acumulado do ano, frente a igual período de 2020, houve avanços em 26 das 27 UFs. O principal impacto positivo veio de São Paulo (7,9%), seguido por Minas Gerais (12,6%), Rio de Janeiro (4,6%) e Santa Catarina (15,6%). A única influência negativa veio de Sergipe (-1,4%).
TURISMO
O índice de atividades turísticas no mês de maio de 2021 subiu 18,2% frente ao mês anterior, segunda taxa positiva consecutiva, período em que acumulou um ganho de 23,3%. Esse avanço recente recupera boa parte da queda de 26,5% observada em março último, mês em que houve mais limitações ao funcionamento de estabelecimentos considerados não essenciais. Contudo, o segmento de turismo ainda necessita crescer 53,1% para retornar ao patamar de fevereiro de 2020.
Regionalmente, todas as 12 UFs pesquisadas acompanharam este movimento de expansão nacional. A contribuição positiva mais relevante ficou com São Paulo (30,3%), seguido por Rio de Janeiro (18,5%), Bahia (52,6%), Minas Gerais (34,3%), Rio Grande do Sul (46,9%) e Distrito Federal (49,3%).
Comparado a maio de 2020, o índice de volume de atividades turísticas no Brasil apresentou expansão de 102,2%, após também ter avançado 72,5% em abril, quando interrompeu treze taxas negativas seguidas. O índice foi impulsionado, principalmente, pelo aumento na receita de empresas de transporte aéreo; restaurantes; hotéis; rodoviário coletivo de passageiros; locação de automóveis; e serviços de bufê.
Todas as 12 unidades da Federação onde o indicador é investigado mostraram avanço nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (84,8%) e Rio de Janeiro (90,7%), seguidos por Minas Gerais (80,5%), Bahia (200,3%), Pernambuco (158,8%) e Rio Grande do Sul (143,5%).
O agregado especial de atividades turísticas no acumulado do ano recuou 5,5% frente a igual período de 2020, pressionado, sobretudo, pelas reduções nas receitas de agências de viagens; restaurantes; hotéis; e transporte aéreo e rodoviário coletivo de passageiros.
Regionalmente, sete dos 12 locais investigados também registraram taxas negativas, com destaque para São Paulo (-14,9%), seguido por Ceará (-17,4%), Minas Gerais (-5,3%), Paraná (-7,3%) e Rio de Janeiro (-2,2%). Em sentido oposto, Goiás (15,4%), Pernambuco (6,1%) e Bahia (4,2%) apresentaram as principais contribuições positivas sobre o índice de turismo.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)