31 de julho de 2025
Brasil e Poder

CPI DA PANDEMIA: Reverendo Amilton de Paulo não vai falar aos senadores na quarta-feira; ele apresentou atestado médico

Reverendo poderá depor só em agosto se confirmado o recesso parlamentar

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( Publicada originalmente às 13h 59 do dia 12/07/2021) 

(Brasília-DF, 13/07/2021)  O reverendo Amílton Gomes de Paula, presidente de uma ONG, a Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah), que iria depor na CPI da Pandemia na próxima quarta-feira, 14, apresentou atestado na manhã desta segunda-feira, 12, e terá sua oitiva suspensa.

O religioso recebeu em fevereiro autorização do Ministério da Saúde para negociar 400 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, representando o governo brasileiro. O pedido de convocação foi feito pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). O senador lembra que o caso veio à tona no início de julho, quando o Jornal Nacional, da Rede Globo, mostrou e-mails em que o diretor de Imunização do Ministério da Saúde, Laurício Cruz, autorizava o reverendo a negociar a compra de vacinas AstraZeneca em nome do governo.  Amilton deveria intermediar o imunizante com a empresa Davati Medical Supply.

Cruz, nos e-mails, afirmou ao reverendo que os processos de aquisição de vacinas pelo Ministério da Saúde eram direcionados pela Secretaria-Executiva da pasta. 

Segundo Randolfe, em 4 de março, o próprio reverendo Amilton postou fotos de uma reunião no ministério da qual participou. Cruz aparece em uma das fotos. Na postagem, Amilton confirmou a participação em "articulação para a consecução de uma grande quantidade de imunizantes".  

Cruz, em outro email, confirmou para o presidente da Davati nos EUA, Herman Cardenas, que o reverendo Amilton intermediaria as negociações. 

Randolfe reforça que Lauricio Cruz, que é médico veterinário, foi nomeado para o Ministério da Saúde pelo ex-ministro Eduardo Pazuello. O valor das vacinas negociado nos e-mails era de US$ 17,50 a dose, três vezes mais do que o Ministério da Saúde pagou em janeiro a um laboratório indiano.

O valor também é muito maior do que o mencionado pelo policial militar Luiz Paulo Dominghetti, que se identificou como intermediário entre a Davati e o Ministério da Saúde, na mesma negociação dos 400 milhões de doses. Dominghetti disse à CPI que a vacina custaria US$ 3,50 a dose.

 

( da redação com informações de redes sociais. Edição: Genésio Araújo Jr)