CPI DA PANDEMIA: Roberto Dias informou que compra de vacinas era prerrogativa do ex-numero dois do Ministério da Saúde, coronel Élcio Franco; ele disse que Logística só dava sequência ao que teria sido decidido
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( Publicada originalmente às 13h00 do dia 07/07/2021)
(Brasília-DF, 08/07/2021). O ex-diretor do Diretoria de Logística do Ministério da Saúde , Roberto Dias, foi questionado por diversos momentos na oitiva na CPI da Pandemia no Senado nesta quarta-feira,7, pelo senador Renan Calheiros(MDB-AL), relator do colegiado, sobre o seu papel na compra das vacinas contra o covid-19. Ele negou várias vezes que tivesse algum papel nisso e disse que estava tudo centralizado com o então secretário-executivo da pasta, Coronel Élcio Franco, o segundo do então ministro Eduardo Pazuello.
“V. Sa. participou também da negociação de outras vacinas?, perguntou Calheiros. “Não, senhor.”, disse Roberto Ferreira Dias.
O senador Calheiros, depois de várias negativas de Ferreira Dias, disse não acreditar, pois ele era titular da Diretoria de Logística.
“Como é que o senhor chega numa Comissão Parlamentar de Inquérito e diz isso?”, perguntou Calheiros.
Ferreira Dias afirmou, novamente, por diversas vezes que “Não há negociação, Senador”.
“V. Sa... O Departamento de Logística tem a função de negociar contrato de vacina e outros insumos?”, voltou a pertuntar Calheiros.
Nesse momento, Ferreira Dias disse que compra de vacina seria exclusiva da Secretaria Executiva.
“Vacina para Covid-19, a negociação é uma prerrogativa da Secretaria Executiva”, disse Ferreira Dias.
Ele afirmou que havia um mal entendido sobre o papel da Delog( Departamento de Logística) do Ministério da Saúde.
“No âmbito de vacinas Covid-19, como todas as tratativas, apresentação de proposta e negociação eram feitos na SE, esse processo – na Secretaria Executiva, perdoe – chegava para o meu departamento já instruído.”, disse.
O relator Renan Calheiros afirmou que um outro departamento do MS informou que a Logística é quem fazia o levantamento de presços.
“Então, é isso que nós queremos saber. É que foi dito pelo Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde que o Dlog tinha feito levantamento de preço e de vacina. Isso não aconteceu?”, perguntou.
O ex-diretor de Logística disse que havia um mal-entendido sobre isso.
“Talvez esse equívoco se deva a que, em outros insumos, isso aconteceria. No âmbito da Covid-19, todas essas tratativas foram feitas exclusivamente na Secretaria Executiva.”, disse, finalizando.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr. )