CPI DA PANDEMIA: Senadores, durante a após fala de Regina Célia, viram de irresponsabilidade a indicativos de corrupção severos na compra da vacina covaxin pelo Ministério da Saúde
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( Publicada originalmente às 19h 55 do dia 06/07/2021)
(Brasília-DF, 07/07/2021) O senadores da CPI da Pandemia no Senado, especialmente entre os de oposição e os chamados independentes, demonstraram insatisfações e revolta durante e após a oitiva da servidora pública do Ministério da Saúde, Regina Célia, que é gestora do contrato da compra da vacina indiana covaxin. Eles viram indicativos de irreponsabilidade e indicativos de corrupção na compra da vacina covaxin.
O senador Alessandro Vieira( Cidadania-SE) viu uma tragicomédia com um gestora de fiscalização que nada fiscaliza.
“Depois de descobrir que a compra de vacinas ficou aparentemente na mão de uma mistura entre estelionatários, corruptos, ignorantes e malucos, hoje encontramos uma fiscal de contrato que acha normal não fiscalizar nada. Não é um governo, é um roteiro de tragicomédia. Triste demais”, disse o senador por Sergipe.
O senador Randolfe Rodrigues( Rede-AP) salientou a forma descuidada na contratação de um produto tão importante para os brasileiros nesse momento nacional.
“Como pode haver tantas inconsistências em documentos relativos à aquisição de VACINAS? Esse que deveria ser o processo mais importante do Governo nos últimos anos! A CPI está cada dia mais perto de identificar as causas das mais de 500 mil mortes por COVID-19 no Brasil!”, disse o senador da Rede.
A senadora Simone Tebet( MDB-MS) salientou em sua participação na oitiva como os documentos dos chamados invoices sinalizavam falsidade e crime. Ela comentou em sua conta no Twitter, revoltada.
“Documento fajuto. Bastava um olhar mais observador para perceber erros graves que configuram a fraude no contrato da Covaxin. Ninguém viu?
Apontei erros graves e primários nos documentos apresentados pelo governo. Prova cabal de crimes, como falsidade ideológica para possivelmente viabilizar a lavagem de dinheiro público no contrato da vacina Covaxin”, disse.
O senador Omar Azia(PSD-AM), presidente da CPI da Pandemia destacou o fato de uma servidora, teoricamente, em posição de pouca relevância na cadeia de decisão decidir sobre o corte na compra de vacinas.
“Uma servidora no quarto escalão decide sozinha reduzir o número de 1 milhão de doses de vacinas? 1 milhão! No meio de uma pandemia e as pessoas esperando por vacina. Sabemos que no serviço público há hierarquia.
Levamos a sério o nosso trabalho na CPI e seguiremos na busca pela verdade.”, disse Omar Aziz.
O senador Humberto Costa(PT-PE), esse de efetiva oposição, salientou o fato da rapidez no caso da vacina covaxin e as dificuldades para comprar a Pfizer.
“A Precisa, empresa que teve um tratamento VIP no governo, precisou de 97 dias para ver aprovada a contratação da Covaxin, a vacina mais cara do país - sem aprovação da Anvisa, com o Ministério da Saúde. Já com a Pfizer demorou 330 dias. Como pode?”, disse.
O senador Izalci Lucas(PSDB-DF), líder do PSDB no Senado, salientou sobre as inconsistências das invoices e fez publicação em sua conta no Twitter.
“Questionei a servidora do Ministério da Saúde, Regina Célia, fiscal do contrato da compra da vacina Covaxin, sobre as inconsistências das invoices da negociação e a falta de questionamentos por parte dela.
Encontramos, no entanto, contradições entre os discursos dos depoentes na CPI e a necessidade de apurar as informações, para descobrir de fato quem está com a verdade. #CPIdaPandemia”, disse.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)