PODER: Bolsonaro recebe a lista tríplice para indicação à PGR; tendência, hoje, é manter Augusto Aras no posto, mas ele não disputou o apoio dos colegar para entrar na lista
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( Publicada originalmente às 19h 59 do dia 01/07/2021)
(Brasília-DF, 02/07/2021) Estava na agenda do Presidente da República e ele recebeu hoje, 1º, o comando da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). O encontro no Palácio do Planalto foi para entregar a Bolsonaro a a lista tríplice para procurador-geral da República. Participaram da reunião o presidente da entidade, Ubiratan Cazetta; a vice, Ana Carolina Alves Roman; e o diretor de Assuntos Legislativos, Lauro Cardoso. Em 2019, Bolsonaro não considerou a lista tríplice e escolher para PGR, Augusto Aras.
O presidente da ANPR defendeu a lista tríplice como instrumento democrático, transparente, importante para a sociedade.
"A defesa da lista tríplice trata da incorporação ao Ministério Público Federal de um processo de transparência e participação já consagrado no Brasil para os demais Ministérios Públicos, sem exceção, e que preserva ao Presidente da República o papel de decisão política quanto ao nome a ser indicado para que o Senado Federal exerça seu papel de controle e ratificação", defendeu.
Cazetta também ressaltou que o processo de consulta à carreira confirma a condição de igualdade entre o MPF e os Ministérios Públicos Estaduais, os quais escolhem os seus respectivos procuradores-gerais por meio da lista tríplice, conforme previsão constitucional. Nesse modelo, a participação da carreira é apenas uma etapa de uma série de manifestações oficiais que culmina na aprovação do nome do PGR pelos representantes do Senado.
A eleição da lista tríplice para procurador-geral da República foi formada em eleição em 22 de junho, com a participação de 811 membros do MPF. Foram eleitos, por ordem de votação, os subprocuradores-gerais da República Luiza Frischeisen (647), Mario Bonsaglia (636) e Nicolao Dino (587). O quórum de votação representa 70% do Colégio de Procuradores.
A tendência, hoje, é que Bolsonaro mantenha Augusto Aras e novamente não considera a lista ou poderá até indica-lo para a vaga que se abre no STF, de ministro, neste início de julho com a aposentadoria de Marco Aurélio. Se isso acontecer a discussão para a PGR se abre.
( da redação com informações de assessoria e Twitter. Edição: Genésio Araújo Jr)