CAGED: Saldo positivo de emprego formal gerou saldo de 260.666 postos de trabalho; Recife foi a capital que mais gerou emprego formal em maio no Nordeste
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( Publicada originalmente às 18h 32 do dia 01/07/2021)
( reeditado)
(Brasília-DF, 02/07/2021) Apesar dos 14,7% de desocupação informada pelo IBGE em sua PNAD Contínua referente ao trimeste iniciado em fevereiro e terminado em abril, a pesquisa do Novo Caged do Ministério da Economia referente a maio de 2021 mostrou que o emprego celetista no Brasil apresentou crescimento, registrando saldo de 280.666 postos de trabalho.
Esse resultado decorreu de 1.548.715 admissões e de 1.268.049 desligamentos. Oestoque2 , que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, em maio de 2021 contabilizou 40.596.340 vínculos, o que representa uma variação de 0,70% em relação ao estoque do mês anterior. No acumulado do ano de 2021, foi registrado saldo de 1.233.372 empregos, decorrente de 7.971.258 admissões e de 6.737.886 desligamentos (com ajustes até maio de 2021 3 ).
Em maio/2021, os dados registraram saldo positivo no nível de emprego nos 5 (cinco) Grupamentos de Atividades Econômicas: Serviços (+110.956 postos), distribuído principalmente nas atividades de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (+59.208 postos), Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (+60.480 postos), Indústria geral (+44.146 postos), concentrado na Indústria de Transformação (+39.183 postos), Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+42.526 postos) e Construção (+22.611 postos)
Geográfico
Verificou-se em maio/2021 que as 5 (cinco) regiões brasileiras apresentaram saldo positivo:
• Sudeste (+161.767 postos, +0,78%);
• Nordeste (+37.266 postos, +0,58%);
• Sul (+36.929 postos, +0,48%);
• Centro-Oeste (+26.926 postos, +0,78%);
• Norte (+17.800 postos, +0,96%).
Em maio/2021, as 27 (vinte e sete) Unidades Federativas (UF) registraram saldos positivos. As UFs com maior saldo foram: • São Paulo: +104.707 postos (+0,84%); • Minas Gerais: +32.009 postos (+0,75%); • Rio de Janeiro: +17.610 postos (+0,55%).
As Unidades Federativas com menor saldo foram: • Amapá: +481 postos (+0,72%); • Sergipe: +432 postos (+0,16%); • Roraima: +256 postos (+0,43%).
Em termos relativos, as Unidades Federativas com maior variação relativa em relação ao estoque do mês anterior foram:
• Acre: +1.584 postos (+1,83%); • Piauí: +3.359 postos (+1,11%); • Pará: +8.685 postos (+1,10%).
As Unidades Federativas que tiveram menor variação relativa em relação ao estoque do mês anterior foram:
• Ceará: +4.284 postos (+0,36%); • Rio Grande do Sul: +7.458 postos (+0,29%); • Sergipe: +432 postos (+0,16%)
Salário
Para o conjunto do território nacional, o salário médio de admissão em maio/2021 foi de R$1.797,10. Comparado ao mês anterior, houve redução real de -R$ 76,23 no salário médio de admissão, uma variação em torno de -4,07%.
Desligamento mediante acordo entre empregador e empregado
Em maio de 2021, houve 15.802 desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado, envolvendo 10.921 estabelecimentos, em um universo de 10.038 empresas. Houve 25 empregados que realizaram mais de um desligamento mediante acordo com o empregador. Do ponto de vista das atividades econômicas, os desligamentos por acordo distribuíram-se por Serviços (7.408 desligamentos), Comércio (3.463 desligamentos); Indústria geral (2.779 desligamentos), Construção (1.625 desligamentos) e Agropecuária (527 desligamentos).
Destaque
O Recife foi a capital do Nordeste com maior saldo positivo entre admissões e desligamentos no mês de maio, de acordo com dados divulgados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados ( Novo Caged). Em maio, Recife gerou 2.844 postos de trabalho. As outras duas capitais nordestinas que mais ganharam empregos formais foram Fortaleza (2.491) e Salvador (2.303).
Do ponto de vista estadual, Pernambuco ficou em segundo lugar na Região Nordeste, com 7.864 novos postos de trabalho, perdendo apenas para a Bahia, que gerou 10.040 empregos em maio. Os setores que mais contribuíram para o total das vagas criadas em Pernambuco foram indústria (3.421), serviços (2.513) e comércio (1.433).
Para o governador Paulo Câmara, o segundo mês seguido de saldo positivo na geração de empregos é um importante indicador do momento que o Estado está atravessando. “A pandemia e as medidas necessárias para enfrentá-la impactaram todos os setores da economia. Os resultados de abril e maio mostram uma reação do mercado que deve se consolidar com a retomada das atividades produtivas”, avaliou.
“Com o crescimento do número de pessoas vacinadas, depois de tanta pressão, temos esperança de que o cenário da geração de empregos em Pernambuco vai melhorar ainda mais, seja por conta das parcerias com a iniciativa privada, seja pelas políticas públicas adotadas pelo Governo do Estado, que criou um plano de convivência para lidarmos com essa pandemia. Com a vacinação, a área de serviços tende a crescer a partir dos próximos meses”, pontuou o secretário estadual do Trabalho, Emprego e Qualificação, Alberes Lopes.
( da redação com informações de assessoria e Twitter. Edição: Genésio Araújo Jr)