CPI DA PANDEMIA: Senadores aprovam convocação de Ricardo Barros, líder do governo; ficou definida uma série de oitivas na semana que vem
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( Publicada originalmente às 13h 00 do dia 30/06/2021)
(Brasília-DF, 01/07/2021) Nesta quarta-feira, 30, a CPI da Pandemia no Senado aprovou um conjunto de requerimentos de quebras de sigilos, pedidos de informações e de convocações, entre elas a do deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara. O depoimento foi marcado para a quinta-feira (8) da próxima semana.
Omar Aziz avisou ainda que a agenda inicial da comissão para a próxima semana terá o depoimento fechado do deputado Luis Miranda, na terça-feira ,6; o servidor Roberto Ferreira Dias, do Ministério da Saúde, na quarta-feira ,7; o deputado Ricardo Barros, na quinta-feira ,8; e o ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel, na sexta-feira ,9.
Ricardo Barros
A iniciativa partiu do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Representantes de empresas da área farmacêutica e funcionários do Ministério da Saúde também serão ouvidos. É o caso de Túlio Silveira e Emanuela Medrades, da Precisa Medicamentos, empresa que faria a intermediação com a Bharat Biotech, produtora do imunizante. O requerimento também foi apresentado por Alessandro Vieira.
O senador Humberto Costa (PT-PE) pediu a convocação de Regina Celia Silva Oliveira, servidora do Ministério da Saúde e fiscal do contrato que estava para ser celebrado entre a governo federal e a Bharat Biotech. Segundo ele, a funcionária é peça-chave para elucidar as suspeitas de corrupção nas negociações.
Ministerio da Saúde
A CPI também aprovou pedido de explicações do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, sobre o bloqueio do servidor Luis Ricardo Miranda aos sistemas de informática do ministério.
"É necessário entender o porquê desse bloqueio, uma vez que o mesmo só se justifica pela demissão do funcionário ou a instauração de um processo administrativo", justificou Randolfe Rodrigues (Rede-AP) em seu requerimento.
Face declaração do deputado Luis Miranda( DEM-DF) de que teria mais fatos a revelar à comissão de inquérito, os senadores decidiram ouvi-lo mais uma vez. A partir dos requerimentos do senador Randolfe Rorigues e do senador Alessandro Vieir, a CPI fará uma reunião reservada com o denunciante, que será tratado como testemunha, sob compromisso de dizer a verdade.
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Os senadores que fazem oposição ao governo na CPI, por maioria, conseguiu aprovar a quebra dos sigilos telefônico, bancário, fiscal e telemático do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. O pedido partiu do senador Rendolfe Rodrigues, que pretende investigar uma denúncia apresentada em maio pelo Jornal Nacional, da TV Globo.
"Foram identificadas dispensas de licitação a duas empresas contratadas para reformas de galpões na Zona Norte da capital e para a reforma na sede do Ministério da Saúde no estado do Rio de Janeiro", explicou.
O general Eduardo Pazuello, segundo Randolfe Rodrigues, reforçou a presença de militares na Superintendência Estadual do Ministério no Rio de Janeiro. Na ocasião, ele nomeou o coronel da reserva George Divério para chefiar a instituição no estado. "Em novembro, num período de dois dias, Divério autorizou duas contratações sem licitação que somam cerca de R$ 28,8 milhões", esclareceu.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)