COMENTÁRIO DO DIA: No fio da navalha!
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( Publicada originalmente às 08h 50 do dia 29/06/2021)
(Brasília-DF, 30/06/2021) O dia começou claro, mas o sol nasceu mais tarde. É comum no inverno no centro do Brasil.
Haverá muitos eventos em comissão na Câmara dos Deputados por todo o dia e sessão de plenário à tarde.
No Senado, haverá sessão de CPI nesta manhã e plenário à tarde. O presidente Jair Bolsonaro, até o momento, não divulgou agenda para esta terça-feira. Estranho.
O Supremo está chamando atenção nesta terça-feira. Ontem, a ministra Rosa Weber mandou ação para o PGR se manifestar sobre o Presidente da República. É pouco para você.
Mas e o tal fio da navalhar, heim?!
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COMENTÁRIO
Com a prisão e morte de Lázaro Barbosa, os tais dos algorítimos, que tudo medem sob os olhares do público no mundo virtual, vão largar o chamado mito do bicho-papão e vão se voltar para o dia-a-dia como a conta de luz, a pandemia que não nos larga e o que os políticos tem a ver com isso.
Nessa segunda-feira, muita gente seja de direita, centro e da esquerda se preguntou porque o Presidente Bolsonaro não desancou o deputado Luís Miranda que o denunciou na CPI da Pandemia ou seu líder na Câmara Ricardo Barros citado possível articulador da compra da vacina covaxin.
Bolsonaro viveu um dos melhores momentos durante a pandemia quando montou acordo com o Centrão enquanto as pessoas se fartavam do auxílio emergencial de R$ 1.200,00 por mês. Às vésperas da apresentação de uma super pedido de impeachment não resta ao Presidente outa medida, administrar sua aliança.
Ricardo Barros não é um qualquer, é o tesoureiro nacional dos Progressistas, ele que une os pragmáticos com os super conservadores de um dos partido que mais cresce no país. Uma montagem competente do articulado Ciro Nogueira.
Bolsonaro não os pode largar, mas disse para sua turma mais radical, meio que lavando as mãos, que não pode saber o que tudo se dá nos ministérios. Um governo fraco mas que tem o caixa é o sonho de consumo para qualquer parlamento.
Bolsonaro e o centrão estão caminhando em cima da navalha. Resta saber quem melhor vai lidar com as feridas.
Foi Genésio Araújo Jr, de Brasilia.
( da redação )