ECONOMIA: Relatório Trimestral de Inflação de junho estima preços chegando a 8,06% em agosto; nos preços administrado poderá chegar a 9,7%
PIB é estimado em 9,7%
( Publicada originalmente às 09h 59 do dia 24/06/2021)
(Brasília-DF, 25/06/2021) O Banco Central(BC) divulgou na manhã desta quinta-feira, 24, o seu Relatório Trimestal de Inflação de junho de 2021. O relatório é sempre muito aguardado pelo mercado que tem 23 volumes desde sua criação em 1.999. O que chama atenção são as mudanças de perspectivas tanta da própria inflação como para o Produto Interno Bruto(PIB). Veja a íntegra do documento AQUI, mas o que se pode destacar é que o PIB poderá chegar a 4,6% e que a inflação(IPCA) poderá chegar em agosto se os números se mantiveram na tendência atual em 8,50% em agosto e os preços administrados podem ficar ainda maiores, em 9,7%.
PIB
O Relatório Trimestral Junho destaca que a projeção central para a variação do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021 passou de 3,6%, no Relatório de Inflação (RI) anterior, para 4,6%, repercutindo, principalmente, o resultado melhor do que o esperado no primeiro trimestre, apesar do recrudescimento da crise sanitária, e os indicadores disponíveis para o trimestre corrente. Adicionalmente, recuperação parcial da confiança dos agentes econômicos, medidas de preservação do emprego e da renda, prognóstico de avanço da campanha de vacinação, elevados preços de commodities e efeitos defasados do estímulo monetário indicam perspectivas favoráveis para a economia. Nesse contexto, espera-se resultado próximo à estabilidade no segundo trimestre e crescimento ao longo da segunda metade do ano.
Perspectivas de Inflação
As projeções de curto prazo no cenário básico do Copom consideram variações de 0,62%, 0,39% e 0,26% para os meses de junho, julho e agosto, respectivamente.
Caso se concretize, a inflação de 1,28% no trimestre implicará aumento da inflação acumulada em doze meses, de 8,06% em maio para 8,50% em agosto. Preços administrados devem exercer a maior pressão sobre a inflação nesse período. Sobretudo, destacase a alta nas tarifas de energia elétrica advindas tanto de reajustes quanto da transição para bandeira vermelha patamar 2. Por outro lado, merece menção a expectativa de reajuste negativo das tarifas de planos de saúde individuais, motivada pela queda em 2020 das despesas assistenciais das operadoras desses planos.36 Entre os preços livres, espera-se que os de bens industriais sigam apresentando alta relevante; que os de alimentos tenham variação pequena, mas acima do padrão sazonal tipicamente favorável, dado que os preços de alimentos in-natura recuaram anteriormente em razão da antecipação do período seco; e que os preços de serviços acelerem moderadamente, refletindo o arrefecimento da pandemia em comparação à situação observada em março e abril.
Os principais fatores que levaram à revisão das projeções de inflação são listados abaixo.
Principais fatores de revisão para cima:
• inflação observada recentemente maior do que a esperada;
• revisão das projeções de curto prazo, refletindo as pressões correntes;
• elevação dos preços de commodities, incluindo o preço do petróleo;
• crescimento das expectativas de inflação da pesquisa Focus;
• alteração da hipótese sobre a bandeira tarifária da energia elétrica para os finais de 2021, 2022 e 2023, que aumentou a projeção para o primeiro.
Principais fatores de revisão para baixo:
• trajetória mais elevada da taxa Selic da pesquisa Focus, que representou um aumento significativo da taxa real considerada;
• apreciação cambial;
• queda do indicador de incerteza econômica em ritmo inferior ao considerado.
Infação dos preços administrados
As projeções de inflação para 2021 aumentaram tanto para os preços administrados como, de forma ainda mais significativa, para os preços livres. As projeções para os preços administrados são de inflação de 9,7% , que, se verificada, será a mais alta desde 2015. Destaca-se ainda a queda na projeção para preços livres para 2023, decorrente principalmente do aumento da trajetória da taxa Selic da pesquisa Focus.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)