ENFRENTANDO A CRISE: Marcelo Queiroga, aos senadores, diz que primeira dose deve ser data até setembro, vacina da Janssen chega ao Brasil nesta terça e CoronaVac é útil ao PNI
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( Publicada originalmente às 11h 55 do dia 21/06/2021)
(Brasília-DF, 22/06/2021) Nesta segunda-feira, 21, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, famou mais uma vez na Comissão Temporária Covid-19 (CTCOVID) do Senado Federal. Ele avalia que até setembro brasileiros e brasileiras até 18 anos deverão ter recebido a primeira dose de vacina contra o covid-19, assim como confirmou que as vacinas da Janssen chegarão no Brasil nesta terá-feira, 22.
“Pelo ritmo que a nossa campanha vem adquirindo no último mês, já é possível antever que toda a população vacinável, ou seja, acima de 18 anos, pode ser imunizada com uma dose até o mês de setembro, e que tenhamos toda ela vacinada até o final do ano de 2021. Consideramos, dentro das condições da carência de vacinas do mundo, uma meta bastante razoável”, afirmou o ministro.
Queiroga disse que 1,5 milhão de doses da vacina Janssen chegarão no aeroporto de Guarulhos (SP). Será o quarto tipo de vacina utilizado no Brasil, depois das vacinas CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer. Este é o primeiro lote.
Queiroga também prometeu o aumento da testagem da população, reconhecendo que até agora o Brasil "testou pouco". A testagem em grande escala permite identificar casos assintomáticos e tomar medidas de isolamento, reduzindo a transmissão do vírus.
“ A política do Ministério da Saúde tem dois pilares: os testes na atenção primária, dedicados aos pacientes sintomáticos; e os testes em ambientes de grande circulação, a exemplo de metrô, rodoviárias e aeroportos, para aqueles assintomáticos. Já distribuímos mais de 3 milhões de testes rápidos, e estamos em tratativas para aquisição de mais 10 milhões. Nosso objetivo é testar até 20 milhões todos os meses.”, afirmou.
CoronaVac
Queiroga negou informação veiculada na imprensa de que haveria a intenção de retirar a CoronaVac do Programa Nacional de Imunizações (PNI), em razão de uma suposta eficácia menor da vacina chinesa em idosos.
“Não há nenhum tipo de mudança de estratégia do Ministério da Saúde em relação a esse imunizante. Temos tratado de maneira muito fluida com o dr. Dimas Covas [diretor do Instituto Butantan], fizemos reuniões com o embaixador da China. O que há é que ela não tem ainda o registro definitivo da Anvisa. Isso não se deve a nenhum tipo de ação do ministério. Como esse assunto é de grande interesse, há uma série de comentários nas mídias, mas o fato é que essa vacina tem sido útil. Essa é a posição oficial do Ministério da Saúde até que exista algum dado científico que faça com que tenhamos uma posição diversa.”, disse.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)