CPI DA PANDEMIA: Witzel depois de falar o que desejava ao senadores se retira da sessão com base em habeas corpus dado pelo STF; ele disse que Bolsonaro usou de narrativa para fragilizar governadores
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( Publicada originalmente às 15h 30 do dia 16/06/2021)
(Brasília-DF, 17/06/2021) O ex-governador do Estado do Rio de Janeiro( RJ), Wilson Witzel(PSC), protegido por um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal(STF) fez pronunciamento aos senadores na CPI da Pandemia no Senado nessa manhã-tarde de quarta-feira, 16, respondeu algumas perguntas do relator sendor Renan Calheiros(MDB), respondeu algumas perguntas e depois que começou a ser questionado pelos senadores pró-governo Jorginho Mello(PL-SC) e Eduardo Girão(Podemos) ele pediu para se retirar e o presidente do colegiado, senador Omar Aziz(PSD-AM) encerrou a sessão.
Ele foi na CPI por 4h 30. Os sendores inscritos não puderam questioná-lo. Durante sua fala ele afirmou em tom de sugestão que o presidente Jair Bolsonaro(sem partido) seria o responsável pelas mais de 450 mil mortes por covid-19. Ele saiu em defesa dos governadores e disse dtambém que o governo federal criou uma narrativa para fragilizar os governadores por terem tomado medidas restritivas.
“Como é que você tem um país em que o presidente da República não dialoga com um governador de estado? E o presidente deixou os governadores à mercê da desgraça que viria. O único responsável pelos 450 mil mortos que estão aí tem nome, endereço e tem que ser responsabilizado aqui, no Tribunal Penal Internacional, pelos fatos que praticou.”. disse.
Witzel acusou o governo federal de agir de caso pensado para deixar governos estaduais em situação de vulnerabilidade, sem condições de comprar insumos e respiradores.
“Os governos estaduais ficariam em situação de fragilidade, porque não teriam condições de comprar os insumos, respiradores e, inclusive, atender os seus pacientes no Sistema Único de Saúde, que, embora seja um excelente sistema para um país como o nosso, tem dificuldades. Como é que eu vou requisitar ao governo da China receber respirador? Isso é uma negociação internacional, e não foi feito”, assinalou Witzel.
Witzel disse que o objetivo do Planalto era se eximir das implicações econômicas da pandemia.
“A narrativa que foi criada foi a narrativa de que "os governadores vão destruir os empregos", porque sabia o senhor presidente da República que o isolamento social traria consequências graves à economia.”, disse
Segundo Witzel, os governadores tentaram se reunir diversas vezes com o presidente Jair Bolsonaro para planejar uma ação conjunta durante a pandemia de covid-19, mas ficaram desamparados. Ele afirmou que o governo federal politizou a pandemia.
“Os governadores, prefeitos de grandes capitais, prefeitos de pequenas cidades, ficaram totalmente desamparados do apoio do governo federal. Isso é uma realidade inequívoca, que está documentada em várias cartas que nós encaminhamos ao presidente da República. Nas poucas reuniões (salvo engano foram duas reuniões que nós tivemos com o presidente), foram reuniões em que o que se percebeu foi a politização da pandemia, o governador Doria foi frontalmente atacado”, apontou.
Witzel, em resposta a Randolfe Rodrigues (Rede-AP), criticou parlamentares ligados a Jair Bolsonaro que invadiram hospitais de campanha e comandaram carreatas e outras ações contra as medidas restritivas decretadas pelo governo do estado para reduzir a propagação da doença. Sobre os mais de 600 leitos fechados em hospitais federais no estado do Rio de Janeiro, ele relatou que pediu ao governo federal que cedesse a administração dos hospitais, com as respectivas verbas, mas não foi atendido.
“Não fui atendido e durante a pandemia também não fui atendid”, disse Witzel, ao afirmar que a medida teria garantido mais leitos durante a crise sanitária e seria mais econômica do que construir hospitais de campanha.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)