CPI DA PANDEMIA: Depoimento de ex-secretário de Saúde do Amazonas desagrada governistas e oposicionistas do colegiado que analisa a crise da falta de oxigênio em Manaus
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( Publicada originalmente às 15h 00 do dia 15/06/2021)
(Brasília-DF, 16/06/2021) O ex-secretário de Saúde do Estado do Amazonas, Marcellus José Barroso Campêlo, ao depor hoje, 15, na CPI da Pandemia no Senado conseguiu desagradar tanto os senadores favoráveis ao Governo Bolsonaro como os adversários e independentes.
O sanador Jorginho Mello(PL-SC), vice-líder do Governo no Senado, falou sobre o despeito ao povo do Amazonas.
“Um desrespeito à população do Amazonas, com quem me solidarizo, vítima de uma gestão irresponsável que tirou a vida de milhares de pessoas. Assim, pela primeira vez, a #CPIdaCovid foca na corrupção, nos desmandos que se alastraram de norte a sul do país com recursos públicos.
Um desrespeito à população do Amazonas, com quem me solidarizo, vítima de uma gestão irresponsável que tirou a vida de milhares de pessoas. Assim, pela primeira vez, a #CPIdaCovid foca na corrupção, nos desmandos que se alastraram de norte a sul do país com recursos públicos.”, disse.
A senadora Eliziane Gama(Cidania-MA) se irritou ao ser informada que só faltou oxigênio por dois dias na cidade de Manaus no auge da crise em janeiro último.
“E por que nós tivemos 225 mortes no dia 30? Por que tivemos 195 mortes no dia 26? Por que nós tivemos, agora há pouco, a exposição de um vídeo – de vários vídeos – de pessoas naquele desespero estarrecedor? A gente assiste ao vídeo, Secretário, a gente chora, e a gente chora toda vez em que alguém assiste em casa, porque é algo desalentador, é algo desesperador as pessoas correndo atrás do oxigênio pra atender as suas famílias numa fila. E o senhor diz na CPI que só faltou no dia 14 e no dia 15, Secretário?”, disse.
O senador Marcos Rogério(Democratas-RO), que vem a ser um dos principais apoiadores do Presidente Jair Bolsonaro, que teve uma votação destacada para presidente da República em 2018 e teve uma votação muito próxima a do governador do Amazonas, Wilson Lima(PSC), também criticou o secretário, que deixou o cargo de secretário de Saúde mas ainda é assessor de Wilson Lima.
“Secretário, infelizmente, essa não é a lógica dos fatos. Você não tem uma situação num dia e, no outro dia, uma situação que leva ao colapso uma estrutura pública de saúde.
Eu tenho documentos aqui que comprovam que o Estado do Amazonas deixou passar praticamente todo o ano de 2020 em meio à pandemia para ampliar a compra de oxigênio; só assinou o aditivo com a White Martins no dia 23 de novembro de 2020, para atender ao aumento da demanda de oxigênio decorrente da pandemia. Na ocasião, o Governo valeu-se, de última hora, do percentual máximo de aditivo previsto na Lei de Licitações, ou seja, o Governo do Estado do Amazonas deveria ter feito antes, primeiro, no primeiro momento, quando se identificou o crescimento dos casos... Aditivar-se. E a Lei de Licitações estabelece um teto máximo de 25%. Teria que ter feito, no primeiro momento, um aditivo no seu limite máximo, por precaução, como medida de planejamento. Não o fez.”, disse.
( da redação com edição de Genésio Araújo Jr)