CPI DA PANDEMIA: Mayra Pinheiro defendeu tratamento precoce e trateCov em Manaus pouco antes da crise da falta de oxigênio; ex-secretário de Saúde disse que White Martins pediu para não abrir mais leitos de UTI
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( Publicada originalmente às 11h 19 do dia 15/06/2021)
(Brasília-DF, 16/06/2021) O ex-secretário de Saúde do Estado do Amazonas, Marcellus José Barroso Campêlo, disse aos senadores da CPI da Pandemia no Senado, na manhã desta terça-feira, 15, que em 31 de dezembro de 2020 fez pedidos de “diversos apoios” ao Governo Federal, mas quando recebeu a presença da secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, foi incentivado ao tratamento precoce para enfrentamento ao covid-19 e com vista ao programa recém lançado do TrateCov.
“Trinta e um de dezembro pedimos no ofício e também solicitamos diversos apoios para recursos humanos, medicamentos e equipamentos.”, disse Marcellus Campêlo, ao senador Randolfe Rodrigues(REDE-AP).
A partir deste momento ele informa sobre a chegada em Manaus da secretária Mayra Pinheiro.
“No dia 4 de janeiro, recebemos a Secretária Mayra Pinheiro na primeira reunião, pela manhã, 8h, no auditório do Hospital Delphina Aziz, onde foi convocada... A sua assessoria convocou a presença de representante do Conselho de Medicina, do Conselho de Enfermagem, sindicatos, autoridades da área médica, especialistas, etc.”, disse.
Ele disse que o encontro foi publico e destacou a ênfase dada pela gestora do MS.
“Estivemos juntos com o Governador, participando dessa reunião, com a presença da imprensa – está tudo registrado –, e vimos uma ênfase da Dra. Mayra Pinheiro em relação ao tratamento precoce e disponibilização de... Relatando um novo sistema que poderia ser utilizado e que seria apresentado oportunamente. Chamava-se TrateCov.”, informou.
O secretário Marcellus Campêlo disse, também, que ela tratou da atenção básica e de gestão, também.
“A viagem da Dra. Mayra se deu mais com ênfase na atenção primária, ou seja, as reuniões mais eram para trabalhar com as prefeituras, e a Prefeitura de Manaus, àquela época, estava com uma nova gestão, a gestão tinha acabado de assumir, com muitas dificuldades na gestão, inclusive faltava medicamento na Prefeitura de Manaus para suas UBS. Inclusive, estavam muitas fechadas.”, disse.
Ele informou sobre as trativas e as preocupação repssada pelo representante da Whte Martins.
“No dia 7 de janeiro, à tarde, por volta de 14h, o representante da White Martins pede para falar comigo e com alguns integrantes da minha equipe para questionar quantos leitos de UTIs e leitos clínicos nós ainda iríamos abrir no nosso plano de contingência, porque ele estava preocupado com o aumento do consumo e precisaria fazer uma programação do fornecimento. Então, nós relatamos que, aproximadamente, teríamos capacidade de implantar mais 150 leitos de UTI e, aproximadamente, 250 leitos clínicos na capital de Manaus. Esse era o plano.”, disse.
O ex-secretário disse que o representante da White Martins pediu para que não fosse abertos mais leitos de UTI.
“Ele anotou, pediu para que nós não ativássemos mais nenhum leito de UTI até o sinal da empresa fornecedora de que poderia ter segurança para a ampliação do fornecimento de oxigênio. E assim fizemos: demos a ordem de não ativação, de continuarmos com a ampliação dos leitos, mas ativar os leitos somente no momento em que tivéssemos a anuência da empresa com segurança.”, afirmou aos senadores.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)