31 de julho de 2025
Brasil e Poder

CPI DA PANDEMIA: Omar Aziz diz que Senado vai recorrer da decisão que determinou que governador Wilson Lima pudesse não falar aos senadores; Eduardo Braga disse que “eum não deve não teme”

Aziz disse que Lima perdeu uma grande oportunidade

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( Publicada originalmente às 11h 38 do dia 10/06/2021) 

(Brasília-DF, 11/06/2021) O senador Omar Aziz(PSD-AM), logo na abertura dos trabalhos na CPI da Pandemia nesta quinta-feirak 10, informou que foi realizada a citação por parte do Supremo Tribunal Federal(STF) da decisão da minstra Rosa Weber que permitiu, mediante liminar em Habeas Corpus, que o governador  do Amazonas, Wilson Lima(PSC), tivesse a faculdade de falar ou não no colegiado, convocado que foi.  Ele informou que o Senado e a CPI vão recorrer da decisão e disse que Lima perdeu uma grande oportunidade. O governador decidiu não comparecer na CPI.

A Comissão foi formalmente notificada do não comparecimento do Governador Wilson Lima. Bem, primeiro, iremos recorrer dessa decisão; a Mesa, o Senado irá recorrer da decisão. Respeitamos a decisão da Ministra Rosa Weber, como temos respeitado todas as outras decisões que aqui foram impetradas contra esta Comissão Parlamentar de Inquérito. Mas acredito que o Governador do Estado do Amazonas perde uma oportunidade ímpar de esclarecer ao Brasil, mas principalmente ao povo amazonense, o que, de fato, aconteceu no Estado do Amazonas.”, disse, inicialmente.

Aziz salientou que Lima tinha a oportunidade de explicar “ de fato, quem são os responsáveis pelas omissões que aconteceram”.

“O que aconteceu no Estado do Amazonas não é uma coisa rotineira – faltou oxigênio, pessoas vieram a perder a vida –, e o Governador poderia explicar isso ao povo amazonense. Ele não terá uma oportunidade, como estaria tendo hoje se estivesse aqui, de dizer ao Brasil e ao Amazonas o que realmente se passou. Não faço prejulgamento de ninguém, nunca fiz prejulgamento das pessoas, até porque não gosto de ser prejulgado. Mas, Governador Wilson Lima, V. Exa. perde uma oportunidade gigante na sua vida, não só como homem público, mas também como pessoa, para sua história, de explicar, de fato, quem são os responsáveis pelas omissões que aconteceram com o nosso povo, com o meu povo, com o povo seu, que governa esse Estado, mas principalmente com essas pessoas que perderam parentes e amigos – um negócio tão, tão triste que aconteceu na nossa cidade. E não dá, neste momento, para querer proteger alguém. Não dá.”, disse

Ele disse que espera que o o ex-secretário de Saúde do Amazonas acabe por dar as explicações.

“Eu espero que o ex-Secretário Marcellus Campêlo, que estará aqui no dia 15, possa esclarecer aquilo que não está sendo esclarecido neste momento à população de Manaus e do Amazonas.

Então, nós iremos recorrer dessa decisão e espero que a gente possa, independentemente das decisões do Supremo Tribunal Federal... Volto a repetir, vamos respeitar, mas não vamos cercear... Aliás, não vamos cessar a nossa busca pela verdade, a verdade daqueles que foram omissos e a verdade daqueles que deixaram de salvar vidas por questões ideológicas ou questões outras que não vêm ao caso neste momento, sem prejulgar ninguém.”, afirmou.

Eduardo Braga

Aziz assim que terminou sua fala, passou, imediatamente, a palavra para o senador Eduardo Braba(MDB-AM).  Braga apoiou a decisão de Aziz de recorrer da decisão e salientou que o General Pazuello poderia não falar aos senadores mas foi ao Senado e conversou com os senadores e destacou “quem não deve não teme”.

“Presidente, eu quero cumprimentar V. Exa.; quero cumprimentar o Senador Renan, nosso Relator; o nosso Vice-Presidente, Senador Randolfe; os demais Senadores e Senadoras; e o público brasileiro que nos acompanha, concordando com V. Exa. Eu acho que decisão judicial cumpre-se e, discordando dela, recorre-se. Entretanto, Sr. Presidente, eu não posso tratar com dois pesos e duas medidas. O General Pazuello obteve uma liminar do Supremo Tribunal Federal. Àquela altura, eu fui indagado sobre qual era a minha opinião, e eu dizia que quem não deve não teme – quem não deve não teme! –, portanto, que o General viesse aqui à nossa Comissão. O General Pazuello veio à nossa Comissão e, se eu não me engano, em apenas um momento, se negou a responder a uma pergunta por orientação do advogado que o acompanhava, e várias questões foram aqui esclarecidas para o povo brasileiro.”, disse.

Braga salientou que se Lima tivesse vindo falar aos senadores não era obrigado a fazer o juramento.

“Lamentavelmente, o Governador Wilson Lima entrou com esta ação, obteve uma liminar que facultou o direito... E este que é o ponto, Senador Omar: a Ministra Rosa Weber não decidiu que ele não viesse, deu a ele o direito de decidir se vinha ou não vinha. Se ele viesse, não seria obrigado a fazer o juramento de falar a verdade e poderia ficar calado. Ora, ele decidiu não vir. Isto foi uma decisão do Governador: não vir, porque foi facultado, direito facultativo de vir à CPI. Enquanto isso, muitas respostas deixaram de ser dadas. E eu concordo: foi uma oportunidade que ele perdeu de esclarecer à opinião pública do Amazonas, de poder explicar por que ele tinha R$478 milhões depositados no fundo de saúde estadual – portanto, tinha dinheiro – e, mesmo assim, faltou oxigênio, faltou medicamento, faltou leito, tivemos várias situações, compra de ventiladores em loja de vinho... Enfim, muitas questões poderiam ser esclarecidas. Não foi, não aconteceu. Respeitamos a decisão da Ministra Rosa Weber. Vamos recorrer, de acordo com a declaração de V. Exa., e esperamos que o ex-Secretário Marcellus Campêlo possa comparecer aqui e, talvez, em nome da Secretaria de Estado de Saúde, possa prestar esclarecimentos ao povo brasileiro e ao povo do Amazonas.”, finalizou.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)