CPI DA PANDEMIA: Ernesto Araújo disse que o Brasil recorreu aos Brics na crise da pandemia e deixou a questão das vacinas para tratativas bilaterais
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( Publicada originalmente às 11h03 do dia 18/05/2021)
(Brasília-DF, 19/05/2021) O diplomata Ernesto Araújo, ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil, ouvido na CPI da Pandemia, no Senado, como testemunha, ao ser questionado na manhã desta terça-feira, 18, disse que o Brasil negociou com o Brics – Grupo que reúne o Brasil, Rússia, Índia, Chinas e África do Sul - e fez ressalvas. As iniciativas foram para financiamento de ações de enfrentamento na área social da pandmia e tratativas bilaterais quanto a vacinas.
O senador Renan Calheiros(MDB-AL), relator do colegiado, queria saber das iniciativas do Brasil quanto a vacinação contra o covid-19. China e Índia são os maiores produtores de insumos para vacinas.
Ernesto Araújo entende que na questão das vacinas não era necessária uma ação conjunta com todos os Brics mas o adequado serima tratativas bilaterais.
O SR. RENAN CALHEIROS (Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/MDB - AL) – Nas negociações para a aquisição de vacinas, o Itamaraty se valeu de algum modo de sua posição internacional como participante do Brics, bloco formado por Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul, já que três desses países são produtores de vacina?
O SR. ERNESTO ARAÚJO – Perfeito.
Dentro do Brics, nós, basicamente, levamos adiante iniciativas – inclusive eu citei rapidamente na intervenção inicial – na parte de pesquisa, de financiamento à pesquisa de vacinas e outros elementos para o combate à Covid e também recebemos esse financiamento do banco do Brics para o combate à Covid, mas que, no caso, foi direcionado, acho que por decisão brasileira, ao aspecto social, digamos, ao financiamento de ações sociais dentro da pandemia.
Mas o que ocorre é que as iniciativas para a aquisição de vacinas específicas, nós as conduzimos em nível bilateral com cada um dos países dos Brics que são produtores, e sempre achamos que era a maneira produtiva e que não havia necessidade, talvez nem conveniência, de duplicar as iniciativas bilaterais com iniciativas conjuntas no Brics.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)