31 de julho de 2025
Brasil e Poder

Rodrigo Pacheco, em entrevista coletiva, afirma que prioridade do Senado é foco nas medidas de enfrentamento da pandemia, sinalizando que outros temas “polêmico” não devem ter seu apoio

Presidente do Congresso falou ainda que em virtude da atual situação da saúde brasileira, ele prorrogará por mais 30 dias para deputados e senadores possam avançar nos debates da reforma tributária

Publicado em
92079a50bc1c76c8007886c96717f4f0.jpeg

( Publicada originalmente às 18h20 do dia 30/03/2021) 

(Brasília-DF, 31/03/2021) Em entrevista coletiva nesta terça-feira, 30, o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou que a prioridade daquela Casa legislativa é ter o foco nas medidas e projetos que estejam diretamente ligados ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus (covid-19), que já matou 317.646 mil brasileiros de acordo com os dados do Conselho Nacional de Secretários estaduais de Saúde (Conass).

Mas o senador mineiro não descartou o Senado Federal apreciar demais matérias, mas sugeriu que temas “polêmicos” serão descartados.  Entretanto, ele informou que em virtude da atual situação da saúde brasileira, com as unidades hospitales faltando vagas de leitos de UTI exclusivos para pacientes de covid, que decidiu prorrogar por mais 30 dias a comissão mista formada por deputados e senadores para dar mais tempo dos parlamentares avançarem nos debates da reforma tributária.

“Nós temos uma situação hoje no Senado, que é o funcionamento apenas do plenário do Senado, que deve estar reservado aquilo que for realmente muito útil neste momento de pandemia como prioridade. Então a votação de projetos, propostas de emendas à Constituição, de requerimentos que tenham o foco no enfrentamento da pandemia serão tratados com absoluta prioridade. Mas nós não podemos deixar outras iniciativas, de lado. A gente tem buscado muito conciliar isso. Em relação a reforma tributária, nós temos que considerar a sua complexidade, mas ao mesmo tempo, quero reafirmar que eu e o presidente Arthur Lira já afirmamos, que além da sua complexidade, ela é uma prioridade”, iniciou.

“De modo que nós estamos considerando, o relator, o deputado Aguinaldo Ribeiro, que estava conosco, estavámos conversando a respeito disso de uma prorrogação do prazo da comissão mista do Congresso Nacional da reforma tributária para mais 30 dias. Então deve haver a prorrogação da comissão mista e eu considero que a despeito de se ter o foco no enfrentamento da pandemia, das medidas sanitárias, das medidas econômicas de socorro a seguimentos e pessoas no Brasil, nós temos que andar paralelamente com essas pautas como a reforma administrativa na Câmara e tentar coabitarem todas essas medidas que são todas muitos úteis para o Brasil para o enfrentamento da pandemia e para o pós-pandemia, que no momento oportuno, vamos discutir de maneira mais assertiva e que é algo que nos preocupa muito por que nós temos, de qualquer jeito, retomar o crescimento do Brasil”, complementou.

Alinhamento

Pacheco falou também na necessidade dos Poderes da República estar alinhados num mesmo discurso para que o país possa superar a pandemia.

“Começando pelo final, esse alinhamento é fundamental, é algo esperado pela sociedade brasileira e é o que a gente tem buscado, eu como presidente do Senado, Arthur Lira como presidente da Câmara, junto com o presidente da República e o seu ministro da Saúde um alinhamento que seja verdadeiro, que seja eficiente, que seja um campo de troca de ideias e identificação de convergências”, comentou.

“Essa é a nossa intenção com o ato do presidente da República desse comitê de coordenação para que ele presidente assuma essa coordenação e essa liderança política reservando aos ministros da Saúde a liderança técnica submetida a medicina e submetida à ciência, que é fundamental. Então, eu tenho grande expectativa neste alinhamento que é absolutamente necessário para que consigamos vencer o nosso inimigo comum, que é o vírus”, completou.

Prioridade na vacina

O presidente do Senado, que é ainda o interlocutor do comitê de crise da República – criado na última semana – junto aos governadores brasileiros, destacou, por fim, que os agentes das forças de segurança pública e profissionais da educação precisam ser incluídos como prioritários na vacinação, até para oferecer segurança a população.

Segundo ele, isso proporcionaria um cenário mais ágil para a retomada das aulas presenciais e poderia ser feito em poucos dias, caso o cenário de um milhão de vacinados, como aventou o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, conseguir ser aplicado no país.

“Considero que são dois grupos prioritários que devem ser assim considerados pelo Ministério da Saúde, o Congresso Nacional e o presidente da República”, finalizou.

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)