31 de julho de 2025
Brasil e Poder

“Imagine se o PT fosse governo com essa onda de comprar sem licitação, como é que seria? Como estaria a festa?”, pergunta Bolsonaro a apoiadores

Presidente brasileiro se posicionou contrário ao pedido feito feito pelos governadores de um lockdown nacional para fazer com que o Brasil diminua a curva da morte por covid, que atualmente está em quase duas mil diárias

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( Publicada originalmente às 13h36 do dia 10/03/2021) 

(Brasília-DF, 11/03/2021) Num novo encontro com seus apoiadores na porta do Palácio do Alvorada, residência oficial da Presidência da República, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) perguntou no final da manhã desta quarta-feira, 10, como estaria o país se a gestão da máquina pública tivesse a cargo do candidato derrotado por ele, em 2.018, Fernando Haddad (PT), num momento em que devido a crise na saúde provocada pelo novo coronavírus (covid-19), as compras feitas pelo governo federal para enfrentar a doença que já matou mais de 268 mil brasileiros estão ocorrendo sem licitação pública.

Segundo ele, as contas do governo “estaria uma festa”, deixando a entender que a gestão estaria comprometida e acusando um eventual governo petista de se consorciar de práticas ilícitas. Na oportunidade, Bolsonaro se posicionou ainda contrário ao pedido feito feito na última semana por 22 dos 27 governadores do país para que o governo federal decretasse um lockdown nacional, fechando todas as atividades não essenciais em todo o território brasileiro, com a finalidade de fazer com que o Brasil consiga diminuir a curva da morte por covid, que atualmente está na casa de quase dois mil óbitos diários.

O presidente aproveitou o seu encontro com apoiadores para criticar também o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que, de acordo com ele, recebeu os recursos destinados a saúde e teria investido no pagamento da folha salarial dos servidores e em outras áreas.

“A gente fica vendo essa política que está acontecendo no Brasil, vírus. Alguns usam politicamente isso daí. Muitos governadores querem o lockdown nacional. Imagine se fosse o Haddad presidente. Nem precisava ter governador pedindo. Sabemos das dificuldades, o povo está sofrendo, está havendo abuso no meu entender nessa política de fecha tudo. Por que a economia não dá para vir depois, não! Tem gente quando perde o emprego, ou o negócio dele, nunca mais ele vai recuperar. Eu nunca passei por necessidade na minha vida num país pobre, mas nunca passamos necessidade. Mas dá para imaginar uma pessoa com três filhos, um casal e que perde o emprego”, falou.

“A política de lockdown como no passado não era para salvar vidas. Era para dar tempo para os hospitais se reequiparem. Nós demos bilhões de reais para estados e municípios e alguns estados investiram bem os recursos. Outros, não! Imagine se o PT fosse governo com essa onda de comprar sem licitação, como é que seria? Como estaria a festa? Eu não quero citar países. O Maranhão recebeu muitos recursos também e tem um governador lá que pagou folha de salário, muita coisa, mas não investiu na saúde. Não quero falar que não investiu. Investiu muito pouco, quase nada! Não investiu o necessário no Maranhão em saúde”, complementou.

Vacina

Bolsonaro prometeu ainda que nesta quinta-feira, 11, mostrará o contrato que garante que seu governo adquiriu imunizantes contra o covid em agosto de 2.020 e que, infelizmente, o Brasil está tentando comprar vacinas, com recursos, mas o mundo não teria as vacinas para vender.

“Essa questão de vacina, a primeira vacina nossa quando foi comprada? Setembro, agosto? 6 de agosto. O pessoal fala que eu sou negacionista. Eu vou mostrar amanhã na live nossa o contrato e o que o jornal publicou. Então em 6 de agosto, nós compramos a vacina. Em dezembro, nós reservamos R$ 20 bilhões para comprar vacina. Agora, o mundo não tem vacina! Em agosto, não tinha nada na Anvisa. Nós compramos sem a Anvisa dar o aval e bem que eu disse que só seria aplicada com a aprovação da Anvisa”, encerrou.

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)