31 de julho de 2025
Brasil e Poder

SOB NOVA ORDEM: Bia Kicis é eleita presidente da CCJ da Câmara por 41 deputados; 19 parlamentares votaram em "branco"

Parlamentar bolsonarista é acusada em inquérito no STF de conspirar contra a manutenção do regime democrático; ex-líder do PSOL, Fernanda Melchiona tentou concorrer ao cargo, mas não teve a sua candidatura aprovada

Publicado em
342f31114e885227f7f5a2a445018023.jpg

( Publicada originalmente às 11h50 do dia 10/03/2021) 

(Brasília-DF, 11/03/2021) A deputada Bia Kicis (PSL-DF) foi eleita nesta quarta-feira, 10, a mais nova presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), principal colegiado da Casa, ao receber 41 votos de colegas parlamentares. 19 deputados votaram em "branco" como forma de protesto.

Acusada num inquérito em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) de conspirar contra a manutenção do regime democrático no país, a parlamentar do PSL de Brasília prometeu atuar como dirigente "democrática" e "inclusive", abrindo o espaço da discussão a todos os parlamentares.

Em seu discurso, afirmou que vem sendo caluniada e atacada por "narrativas falsas" e que, ao contrário, garantiu a maioria dos líderes do parlamento que não exercerá uma presidência para perseguir adversários políticos. Ex-líder do PSOL, Fernanda Melchiona (RS), tentou concorrer ao cargo, mas não teve a sua candidatura aprovada.

"Primeiramente, neste momento em que assumo a cadeira de presidente da Comissão de Constituição e Justiça, uma das comissões mais importantes nesta Casa, pensei no que seria importante registrar nessa minha fala. Prefiro não dar destaque a todas as dificuldades, resistências, maledicências, narrativas injuriosas e falsas acusações as quais fui submetida ao longo do último mês. Só vejo sentido em compartilhar estes fatos, meus queridos colegas de partido, parlamento, amigos e todo o povo brasileiro, as grandes lições e aprendizados que tive com todos vocês", iniciou.

"Quero eternizar neste momento os valores como paciência, como serenidade e fé. Valores que cresceram dentro de mim ao longo da minha vida e foram muito fortalecidos desde o dia em que meu nome foi divulgado como candidata do PSL à presidência na CCJ. Desde o início da minha peregrinação aos líderes, aos parlamentares, deixei claro que se honrada fosse com a confiança dos meus pares, eu seria, como de fato, serei, uma presidente da CCJ serena, democrática, inclusiva e firme", continuou.

"Já cometi. Nunca, jamais, em minha vida cometi qualquer ato contra uma instituição brasileira, ou qualquer ato anti-democrático. Até por que isso seria completamente incompatível com o meu histórico. Eu sempre lutei e continuarei lutando para preservar as instituições. Quando ativista, eu criei um instituto chamado 'Resgata Brasil' e o objeto deste instituto é o resgate das instituições. Essa é a minha luta!", complementou.

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)