31 de julho de 2025
Brasil e Economia

ECONOMIA: Taxa de desocupação recuou ao final de 2020, mas chegou a 17,2% entre pretos e de 29,8% entre jovens

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( Publicada originalmente às 10h30 do dia 10/03/2021) 

(Brasília-DF, 11/03/2021) O IBGE( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou na manhã desta quarta-feira, 10, a pesquisa PNAD Contínua referente aos quarto trimestre de 2020 apontando que a desocupação chegou a 13,9%. Comparado com o trimestre anterior houve uma “melhora” pois no período entre julho e setembro a taxa chegou a 14,6%.

A taxa de desocupação ao final de 2020, frente ao trimestre anterior, caiu em cinco unidades da federação, com estabilidade nas demais. As maiores quedas foram em Roraima (4,2 %) e Maranhão (2,5 %). As maiores taxas de desocupação foram as de Alagoas e Bahia (20,0% em ambos), Rio de Janeiro (19,4%) e Pernambuco (19,0%) e as menores em Santa Catarina (5,3%), Rio Grande do Sul (8,4%), Mato Grosso do Sul (9,3%) e Paraná (9,8%), as únicas abaixo de 10,0%.

A taxa de desocupação por sexo foi de 11,9% para os homens e 16,4% para as mulheres no 4° trimestre de 2020. Já a taxa de desocupação por cor ou raça ficou abaixo da média nacional para os brancos (11,5%) e acima para os pretos (17,2%) e pardos (15,8%).

A taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto, 23,7%, era superior à dos demais níveis de instrução. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi 16,9%, mais que o dobro da verificada para o nível superior completo, 6,9%.

A taxa de desemprego entre os jovens de 18 a 24 anos ficou em 29,8% ao fim de 2020. Houve alta de 6 pontos percentuais em relação a 2019. É a maior taxa anual da série histórica, iniciada em 2012.

Entre as taxas médias anuais de desocupação, as maiores foram observadas na Bahia (19,8%), Alagoas (18,6%) e Sergipe (18,4%) e as menores em Santa Catarina (6,1%), Rio Grande do Sul (9,1%), Paraná (9,4%) e Mato Grosso (9,7%).

No 4° trimestre de 2020, a taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação a força de trabalho ampliada) foi de 28,7%. Piauí (46,7%) apresentou a maior taxa, seguido por Alagoas (46,6%), Maranhão (44,7%) e Bahia (44,6%), todas acima de 44%. Já as menores taxas ficaram com Santa Catarina (10,8%), Mato Grosso (17,5%), Rio Grande do Sul (18,7%) e Paraná (19,3%).

A taxa média anual de subutilização para o Brasil ficou em 28,1%. Entre as Unidades da Federação, as maiores taxas ficaram com Piauí (46,4%), Alagoas (45,1%) e Maranhão (44,9%) e as menores com Santa Catarina (11,8%), Mato Grosso (17,7%), Paraná (18,9%) e Rio Grande do Sul (19,0%), as únicas abaixo de 20,0%.

O número de desalentados no 4° trimestre de 2020 foi de 5,8 milhões de pessoas. O maior número estava na Bahia (813 mil desalentados, ou 14,0% do contingente nacional).

O percentual de desalentados (frente à população na força de trabalho ou desalentada) no 4º tri de 2020 foi de 5,5%. Maranhão (20,7%) e Alagoas (18,4%) tinham os maiores percentuais, Mato Grosso (1,4%), Santa Catarina e Distrito Federal (ambos com 1,5%), os menores.

O percentual de empregados com carteira de trabalho assinada era de 75,0% dos empregados do setor privado. Os maiores percentuais estavam em Santa Catarina (87,9%), Paraná (85,3%), Rio Grande do Sul (83,9%) e Rio de Janeiro (81,1%) e os menores no Maranhão (48,5%), Pará (51,4%) e Piauí (52,0%).

O percentual da população ocupada do país trabalhando por conta própria foi de 27,0%. Os maiores percentuais foram do Amapá (36,7%), Maranhão (34,3%) e Amazonas (34,2%)e os menores, do Distrito Federal (20,0%), São Paulo (23,2%) e Alagoas (23,8%).

A taxa de informalidade para o Brasil foi de 39,5% da população ocupada. As maiores taxas ficaram com Maranhão (60,3%,) Pará (59,6%) e Piauí (59,1%) e as menores, com Santa Catarina (27,8%), Distrito Federal (28,5%) e São Paulo (30,1%).

A taxa média anual de informalidade para o país foi de 38,7% da população ocupada. As maiores taxas médias anuais ficaram com Pará (59,6%), Maranhão (59,0%) e Amazonas (57,3%) e as menores, com Santa Catarina (26,8%), Distrito Federal (28,2%) e São Paulo (29,6%). Taxas de desocupação recuaram em cinco UF no 4° trimestre de 2020.

PI tem a maior taxa de subutilização (46,7%) e SC a menor (10,8%). AP tem a maior proporção de conta própria (36,7%) e DF a menor (20,0%). MA tem a maior taxa de informalidade (60,3%) e SC, a menor (27,8%)

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)