ECONOMIA: CNC começa a estimar que atividade econômica deve começar a recuar , após novos números sobre serviços do IBGE
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( Publicada originalmente às 10h 58 do dia 09/03/2021)
(Brasília-DF, 10/03/2021) A pesquisa Focus do Banco Central( BC) já vem mostrando que a estimava de crescimento do Produto Interno Bruto(PIB) para 2021 está em recuo. Nesta terça-feira, 9, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) também estima um recuo Pequeno, é verdade, mas existe. De 3,5% para 3,4%. Essa avaliação se dá após a divulgação da PMS de janeiro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE)
O presidente da CNC, José Roberto Tadros, destaca que a redução da projeção se deve, entre outros fatores, à lentidão da adoção de medidas de combate ao agravamento da pandemia do novo coronavírus.
"A tendência é que o setor de serviços consiga compensar apenas parcialmente a queda recorde de volume de receitas observada em 2020 (-7,6%), considerando um cenário de redução moderada dos atuais níveis de isolamento social até o fim deste ano", afirma Tadros.
Segundo a PMS, o volume de receitas dos serviços cresceu 0,6%, em relação a dezembro de 2020, já descontados os efeitos sazonais. Na comparação com janeiro de 2020, houve variação negativa (-4,7%) pelo décimo primeiro mês consecutivo. Apenas dois dos cinco grupos de atividade apresentaram crescimento, com destaque para os serviços profissionais, administrativos e complementares (+3,4%).
Turismo
As atividades do turismo cresceram 0,7% em janeiro de 2021. Para o primeiro semestre deste ano, a CNC projeta que o setor apresente avanço médio de 14,6%, em relação ao mesmo período do ano passado, recuperando apenas parcialmente a perda de 37% ocorrida em 2020. "Especificamente no caso do turismo, configuram-se como obstáculos adicionais as restrições à circulação de turistas, tanto no Brasil quanto no exterior, prejudicando a construção do cenário anual para o setor", indica Fabio Bentes, economista da CNC responsável pela análise.
A CNC estima que, em 12 meses (de março de 2020 a fevereiro de 2021), o turismo brasileiro perdeu R$ 290,6 bilhões. Os Estados de São Paulo (R$ 104,9 bilhões) e Rio de Janeiro (R$ 45,5 bilhões), principais focos da covid-19 no Brasil, concentram mais da metade (51%) do prejuízo nacional.
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) com seus dados mostram que, em 2020, 397 mil postos formais de trabalho foram eliminados no setor, o que representa uma queda de 12,8% na força de trabalho dessas atividades. "Na média de todos os setores da economia, a variação relativa ao estoque de pessoas formalmente ocupadas avançou 0,4%, o que reforça o contraste do turismo com os demais segmentos", ressalta Bentes.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)