ECONOMIA: Pesquisa Mensal de Serviços revela avanço de 0,6% em janeiro, mas comparado com o mesmo período de 2020 o tombo foi de 4.7%
Números do IBGE foram divulgada nesta manhã
( Publicada originalmente às 10h 50 do dia 09/03/2021)
(Brasília-DF, 10/03/2021) O IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta terça-feira, 9, a sua Pesquisa Mensal de Serviços(PMS) referente ao mês a janeiro de 2021. A pesquisa dessa manhão informa que o volume de serviços no Brasil elevou-se 0,6% frente dezembro de 2020. Se for comparado com janeiro de 2020, o setor recuou 4,7%, a décima primeira taxa negativa seguida.
Nos últimos 12 meses o IBGE informa que o resultado foi -8,3%, o pior na série histórica iniciada em dezembro de 2012, e manteve a trajetória descendente iniciada em janeiro do ano passado ,1,0%.
Com a alta de 0,6% de dezembro de 2020 para janeiro de 2021, o setor de serviços segue encurtando o distanciamento para patamar do período pré-pandemia, e se encontra 3,0% abaixo do nível de fevereiro de 2020.
Em janeiro de 2021, o volume do setor de serviços recuou 4,7% frente a janeiro de 2020, a décima primeira taxa negativa seguida para este tipo de indicador. Houve retração em quatro das cinco atividades e crescimento em 34,3% dos 166 tipos de serviços investigados.
O recuo de -27,6% nos serviços pestados às famílias exerceram a influência mais negativa, pressionados pela queda nas receitas dos ramos de restaurantes; hotéis; serviços de bufê; e atividades de condicionamento físico. Os demais recuos vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (-6,7%), dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-4,0%) e dos outros serviços (-2,2%).
O recuo nos serviços profissionais, administrativos e complementares deveu-se, principalmente, à queda de receita das empresas de agências de viagens; administração de programas de fidelidade; soluções de pagamentos eletrônicos; organização, promoção e gestão de feiras, congressos e convenções; e atividades de vigilância e segurança privada.
Nos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, o recuo é explicado pela queda de receita das empresas de transporte aéreo, rodoviário coletivo e metroferroviário (todos de passageiros); correio nacional; concessionárias de rodovias; e estacionamento de veículos.
Positivo
A única contribuição positiva em janeiro ficou com o setor de informação e comunicação (1,7%), impulsionado, sobretudo, pelo aumento de receita das empresas pertencentes aos ramos de portais, provedores de conteúdo e ferramentas de busca na Internet; desenvolvimento e licenciamento de softwares; outras atividades de telecomunicações; e suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação.
Estados
Regionalmente, 12 das 27 unidades da federação tiveram expansão no volume de serviços em janeiro de 2021, na comparação com dezembro de 2020, acompanhando o avanço (0,6%) observado no Brasil na série com ajuste sazonal.
As expansões mais relevantes vieram do Distrito Federal (10,9%), São Paulo (0,5%) e Minas Gerais (2,6%). A Bahia (-6,3%) teve a principal retração em termos regionais.
Frente a janeiro de 2020, 18 das 27 unidades da federação acompanharam o recuo do volume de serviços no Brasil (-4,7%). A principal influência negativa veio de São Paulo (-4,7%), seguido por Rio de Janeiro (-5,2%), Paraná (-9,2%) e Rio Grande do Sul (-9,1%). Os resultados positivos mais relevantes foram de Amazonas (13,7%), Santa Catarina (3,7%) e Minas Gerais (1,7%).
Turismo
O índice de atividades turísticas em janeiro teve expansão de 0,7% frente à estabilidade de dezembro de 2020.
Vale destacar que o segmento de turismo, após avançar 122,8% entre maio de 2020 e janeiro de 2021, ainda necessita crescer 42,1% para retornar ao patamar de fevereiro do ano passado. As medidas contra a covid-19 (como o estímulo ao isolamento social) atingiram de forma mais intensa e imediata boa parte das atividades turísticas, principalmente transporte aéreo de passageiros, restaurantes e hotéis.
A maior parte (9) das 12 unidades da federação pesquisadas acompanhou este movimento de expansão verificado na atividade turística nacional (0,7%), com destaques para Rio de Janeiro (4,4%), Rio Grande do Sul (11,4%) e Distrito Federal (10,4%). As retrações mais relevantes vieram de São Paulo (-1,7%), Goiás (-7,4%) e Minas Gerias (-3,1%).
Comparado a janeiro de 2020, o índice de volume de atividades turísticas no Brasil caiu 29,1%, décima primeira taxa negativa seguida, pressionado, principalmente, pela queda na receita de empresas que atuam nos ramos de restaurantes; transporte aéreo; hotéis; rodoviário coletivo de passageiros; agências de viagens; serviços de bufê; e locação de automóveis.
Todas as 12 unidades da federação onde o indicador é investigado mostraram recuo nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (-37,7%), seguido por Rio de Janeiro (-27,5%), Minas Gerais (-32,8%), Paraná (-28,7%) e Rio Grande do Sul (-29,7%).
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)